Carlo Ancelotti começa nesta quarta-feira (9) seu segundo ciclo no comando da seleção brasileira com uma mudança clara de perfil: a nova convocação tem oito estreantes, dez jogadores que atuam no futebol brasileiro e apenas oito atletas que disputaram a Copa do Mundo. Wesley não entra nessa conta porque foi cortado antes da estreia e substituído por Éderson.
A lista para os amistosos contra Austrália e Índia, entre setembro e outubro, reúne 26 jogadores. O treinador italiano terá, desta vez, quatro anos para observar opções e reformular o elenco até 2030. No ciclo anterior, contratado em maio de 2025, ele teve pouco mais de 12 meses para preparar o grupo que disputou o Mundial.
A base dos últimos ciclos
O histórico recente mostra que a primeira convocação nem sempre antecipa o grupo que chega à Copa do Mundo. Entre os treinadores que assumiram a Seleção desde 2006, Tite teve o maior índice de permanência: 14 dos 23 jogadores de sua primeira lista estiveram na relação final para a Rússia, em 2018, o equivalente a 60,9%.
Felipão levou 11 dos 20 convocados em janeiro de 2013 para o Mundial do ano seguinte. Dunga teve 10 de 22 em 2006 e oito de 22 em 2014. Mano Menezes acertou oito de 24 nomes em 2010, enquanto Tite, na primeira lista após a Copa do Mundo da Rússia, manteve dez de 23 atletas para o Catar.
Ramon Menezes teve sete dos 23 convocados de 2023 no Mundial do Canadá, Estados Unidos e México em 2026. Fernando Diniz e Dorival Júnior tiveram, respectivamente, 12 e 11 jogadores de suas primeiras listas na relação final.
O desafio de Ancelotti
Na primeira convocação à frente do Brasil, ainda com um grupo de 25 atletas, Ancelotti chamou 11 jogadores que depois foram relacionados para a Copa do Mundo. Com Wesley incluído, o número chegou a 12. Na comparação com a lista final do Mundial, o índice foi de 48%.
Agora, a situação é diferente. O treinador permaneceu no cargo após a eliminação diante da Noruega, nas oitavas de final, e terá tempo para testar novas opções. Apenas oito nomes da convocação atual estiveram na Copa do Mundo, sem contar Wesley.
A relação tem Hugo Souza, Pedro Morisco e Otávio entre os goleiros. A defesa reúne Arthur Dias, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Jair, Marquinhos, Matheuzinho, Mauro Jr, Vitor Reis e Wesley. No meio-campo estão Andrey Santos, Breno Bidon, Bruno Guimarães, Danilo Santos, Douglas Luiz e Gabriel Bontempo.
O ataque é formado por Endrick, Estêvão, João Pedro, Pedro, Raphinha, Rayan, Samuel lino e Vini Jr. Ao explicar a escolha na primeira convocação do novo ciclo, Ancelotti afirmou: “Não há tempo para a preparação. Tentei chamar os jogadores preparados para contribuir.”








