MOSSORÓ — Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, afirmou que se identifica politicamente como de direita, mas não garantiu apoio a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado sobre qual dos dois apoiaria, Cury disse que estará na segunda rodada da disputa. “Eu estarei no segundo turno”, afirmou. O candidato também declarou que, na avaliação dele, Lula preferiria enfrentar Flávio, enquanto sua própria presença seria mais difícil para o presidente.
Cury ainda foi questionado sobre um possível indulto a Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão. Ele não antecipou a decisão. Caso seja eleito, afirmou que pretende analisar a situação com sua assessoria jurídica antes de definir se concederia o benefício.
Sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro, o candidato disse que perdoaria alguns envolvidos. A justificativa apresentada foi a avaliação de que, em determinados casos, as penas aplicadas foram desproporcionais.
Propostas para o Judiciário
Durante a entrevista, Cury também falou sobre a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Para ele, o problema não pode “acabar em pizza” e acaba desviando a atenção dos eleitores dos problemas da população. O candidato avaliou ainda que o cenário beneficia Lula e Bolsonaro.
Se chegar à Presidência, Cury promete propor uma reforma profunda no Judiciário brasileiro, incluindo mandatos definidos para ministros do STF. Ele também afirmou que abriria mão do salário presidencial para doá-lo a pequenas empresas.
Cury se apresenta como alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo. Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro, aparece com 7% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 36%, e Flávio Bolsonaro, com 31%.








