Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Augusto Cury diz que quem está na lista de Vorcaro e for condenado 'não merece voto'
Foto: Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo
Brasil

Augusto Cury condiciona voto à condenação de envolvidos na lista de Vorcaro

Candidato também defendeu julgamento público e rápido no STF, redução dos juros e auditoria na máquina pública.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15), durante um evento de campanha na Avenida Paulista, que políticos citados na lista de contatos ou envolvidos nas investigações relacionadas a Daniel Vorcaro não deveriam receber votos se fossem condenados.

“Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto”, disse Cury. O candidato também pediu ao ministro Edson Fachin e aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que realizem julgamentos públicos, televisionados e rápidos. Na avaliação dele, decisões deveriam ocorrer em uma semana para que o eleitor consiga se informar antes do dia 4 de outubro.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão terminou sem decisão depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. É a primeira vez que a Corte avalia a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.

Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. As investigações apuram suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e à tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Informações retiradas do celular do ex-banqueiro estão entre os elementos examinados pelo STF.

Juros e gastos públicos

Ao falar sobre as demandas ouvidas durante a campanha, Cury citou o endividamento das famílias e defendeu a redução dos juros com responsabilidade fiscal. Ele afirmou que pretende auditar a máquina pública, cortar gastos e revisar cargos políticos, sem desrespeitar os funcionários públicos.

O candidato também relatou ter conversado com eleitores na Paulista e ouvido queixas de pessoas que perderam a esperança no país. Segundo Cury, houve críticas ao STF, ao Congresso Nacional e ao Executivo.

Cury apresentou sua candidatura como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. Ele afirmou que pretende unir o Brasil e disse não disputar o cargo por amor ao poder.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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