Rio de Janeiro, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Brasil vence a Austrália por 4 a 2, mas Ancelotti ainda busca padrão
Foto: PictureAlliance/Icon Sport
Brasil

Brasil vence a Austrália por 4 a 2, mas Ancelotti ainda busca padrão

Seleção mostra variações no ataque, sofre na pressão e termina o amistoso com dúvidas em diferentes setores.

A Seleção Brasileira venceu a Austrália por 4 a 2 nesta terça-feira (29), com gols de Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinícius Junior. O resultado veio depois do empate por 1 a 1 na sexta-feira (25), mas não encerrou as dúvidas sobre o modelo de jogo da equipe no ciclo.

Carlo Ancelotti mudou sete jogadores em relação ao primeiro amistoso e também alterou a formação. O Brasil deixou o 4-2-3-1 e atuou no 4-3-3, com Bruno Guimarães como primeiro volante e Danilo e Gabriel Bontempo mais à frente.

Variação no ataque

Raphinha começou como centroavante, em uma função de profundidade, enquanto Vinícius Junior e Rayan ocuparam as pontas. O lado direito foi mais móvel, com alternância entre Rayan e Vanderson e aproximação de Bontempo.

A movimentação apareceu no primeiro gol. Rayan atacou o meio-espaço, Vanderson manteve a amplitude e Bontempo se aproximou por trás. O lateral entrou na área e recebeu a assistência depois de a marcação ser atraída para o setor.

A equipe também teve bons momentos na saída de bola. Jair e Gabriel Magalhães encontraram passes de ruptura, enquanto Danilo e Bruno alternaram funções para criar uma ligação mais próxima com o ataque. A ideia foi manter a posse e sair com passes curtos, mesmo sob pressão.

O empate brasileiro veio em um pênalti sofrido por Danilo e convertido por Raphinha. Os dois últimos gols tiveram outra característica: velocidade e jogadas individuais. Vinícius encontrou Endrick em profundidade, e o atacante cruzou para trás para Bruno Guimarães marcar. Depois, Vini sofreu um pênalti e fechou o placar.

Pressão e defesa seguem em debate

A estrutura defensiva permaneceu no 4-4-2. Raphinha e Vinícius ficaram mais à frente, enquanto Danilo atuou na segunda linha pelo lado esquerdo. A pressão, porém, continuou descoordenada, permitindo que a Austrália mantivesse a bola em vários momentos. Na segunda etapa, os australianos tiveram mais tempo de posse.

Otávio teve participação negativa nos dois gols da Austrália. No primeiro, saiu sem encontrar a bola em um escanteio e deixou o gol aberto. Depois, errou um passe próximo à área e ainda não conseguiu segurar a bola em outro cruzamento.

O gol da virada australiana também nasceu de um espaço aberto pelo sistema defensivo. Danilo se posicionou ao lado de Mauro Júnior para proteger a lateral, e Connor Metcalfe recebeu livre para finalizar.

O Brasil, assim, apresentou duas formas de atacar: a troca de passes e a ocupação racional dos espaços, além da velocidade e dos duelos individuais. A variação pode indicar versatilidade, mas também expõe a dificuldade de manter um padrão constante. Mesmo com a vitória, Ancelotti terminou o amistoso sem respostas definitivas em diferentes áreas.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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