Rio de Janeiro, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Caiado critica 'enfrentamento político-religioso' após boato sobre Flávio e Nossa Senhora
Brasil

Caiado condena uso da religião na disputa eleitoral após boato sobre Flávio

Candidato do PSD pediu respeito às religiões e criticou a circulação de alegações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou, neste domingo, 27, o uso da religião na disputa eleitoral e pediu que o confronto político não seja levado para o campo da fé. A declaração ocorreu após uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia.

A manifestação aconteceu durante a repercussão de alegações falsas que associaram Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Flávio negou ter apoiado qualquer medida com esse objetivo.

“Eu sou católico praticante. Eu sou afilhado de Nossa Senhora das Graças”, afirmou Caiado após a celebração. O candidato disse que a campanha entrou em um ambiente de intolerância e defendeu o respeito a todas as crenças.

Caiado também afirmou que o Estado deve garantir a liberdade religiosa, independentemente da fé de cada pessoa. Para ele, o clima de hostilidade passou dos limites da disputa política e prejudica o equilíbrio da campanha e a convivência entre os brasileiros.

Repercussão nas redes

A controvérsia começou após uma declaração no programa Em Pauta, da GloboNews, sobre a existência de um movimento de setores evangélicos para mudar a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A fala não atribuía a iniciativa a Flávio, mas acabou sendo associada ao candidato do PL nas redes sociais.

A GloboNews pediu desculpas e informou que um projeto com esse objetivo havia sido apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte. O levantamento do Instituto Democracia em Xeque (IDX), divulgado no sábado, apontou 977,6 mil publicações sobre o tema em 55 horas, somando 8,5 milhões de interações.

No sábado, 26, Caiado já havia comentado o caso nas redes sociais. Sem citar Flávio, disse que lhe doía ver alguém querer apagar Nossa Senhora Aparecida da história do Brasil.

Críticas ao governo Lula

Na mesma agenda, Caiado classificou como oportunista a decisão do governo Lula de proibir as bets. Ele afirmou ser contrário a jogos e disse que não autorizou loteria em Goiás enquanto governador.

O candidato também criticou o ambiente da reta final da campanha, marcado, segundo ele, pelo antagonismo e pela escolha do “rejeitado preferido”. Na sexta-feira, 25, Lula assinou uma medida provisória que proíbe as bets no País e anunciou o Desenrola Brasil 3.0. Caiado também atacou o programa nas redes sociais e acusou o presidente de agir no desespero.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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