Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Caiado detona viagem de Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro: “tem teto de vidro”
Brasil

Caiado questiona Flávio Bolsonaro por viagem em avião ligado a Vorcaro

Candidato do PSD afirma que senador não tem autoridade para criticar adversários após voo entre a Flórida e Brasília.

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma viagem realizada em uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que o senador não teria autoridade moral para atacar adversários. “Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, escreveu. O candidato também citou o uso do jatinho, pagamentos e um jantar com pessoas que teriam lesado aposentados, além de cobrar explicações do parlamentar.

O voo entre os Estados Unidos e Brasília

O deslocamento ocorreu em 19 de janeiro de 2025, em um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. A aeronave saiu do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, com destino a Brasília.

Estavam no avião Flávio Bolsonaro, a esposa dele, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz. O prefixo foi identificado a partir do cruzamento de registros históricos de tráfego aéreo, planilhas de movimentos aeroportuários e dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

O avião tinha três cotas de copropriedade. Uma participação de 33,33% pertencia à Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio no momento do voo e que comprou a fatia no final de 2024. A companhia também operava a aeronave por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu no quadro societário até setembro de 2025.

Outra cota pertencia a uma empresa controlada por Willer Tomaz. Um relatório da Polícia Federal apontou que cada participação de 33,33% valia US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

Defesa de Willer Tomaz

Em nota, Tomaz confirmou ter um terço das cotas e disse que a gestão cabia à Prime You. O advogado afirmou que os voos eram privados e sem remuneração e que convidava amigos para ocupar assentos vagos, sem cobrança ou contrapartida financeira.

Tomaz declarou que só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Depois disso, disse ter denunciado o contrato e iniciado uma disputa judicial contra a Prime You. Ele também afirmou não conhecer o empresário pessoalmente e negou negócios com ele.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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