O autor afirma rejeitar o bolsonarismo e o trumpismo, mas diz que isso não significa oposição à direita democrática. Também declara não ser petista nem lulista e defende a possibilidade de reconhecer acertos de um governo sem aderir incondicionalmente a um partido ou líder.
Para ele, o respeito às instituições, aos fatos e às pessoas deve orientar a política. O bolsonarismo é descrito como um movimento baseado na devoção a um líder e na hostilidade ao adversário. A mesma crítica é dirigida à reverência de integrantes da família Bolsonaro e de seus seguidores a Donald Trump.
O autor afirma que já votou, ou poderia votar, em nomes de uma direita democrática e esclarecida. A posição apresentada, portanto, não é contra a direita, mas contra a transformação da fidelidade política em critério para avaliar decisões e governos.
Desigualdade e políticas sociais
O combate à desigualdade aparece como uma das prioridades defendidas. O autor argumenta que a pobreza impede pessoas talentosas de estudar, trabalhar e desenvolver seu potencial. Também afirma que muitas crianças abandonam a escola, passam fome ou não têm oportunidades suficientes para mudar de vida.
A OCDE estimou que, nas condições observadas, descendentes de uma família pobre no Brasil poderiam levar nove gerações ou mais para alcançar a renda média. O dado é usado para mostrar a extensão das barreiras à ascensão social, sem afirmar que ninguém consiga superar a pobreza.
O autor defende programas de inclusão e transferência de renda. Segundo o IBGE, a extrema pobreza atingia 3,5% dos brasileiros em 2024. Sem os rendimentos dos programas sociais, o índice chegaria a 10,0%.
A defesa desses programas, porém, vem acompanhada da cobrança por resultados. Entre as perguntas apresentadas estão se as crianças estão aprendendo, se os jovens concluem os estudos e se os adultos conseguem melhores condições de trabalho após a requalificação profissional.
O Banco Mundial reúne estudos que apontam maior escolaridade entre crianças beneficiárias do Bolsa Família, com probabilidade 4 a 8 pontos percentuais maior de conclusão do ensino médio. Para o autor, dados públicos, avaliações periódicas e disposição para corrigir políticas devem orientar as decisões.
A responsabilidade do governo Lula é definida como a tarefa de proteger quem precisa no presente e ampliar suas possibilidades no futuro. O autor afirma que um benefício capaz de impedir uma família de passar fome cumpre função essencial, mas que uma política de inclusão também deve ajudar a interromper a transmissão da pobreza entre gerações.
Ele conclui que não deve fidelidade incondicional a partido ou governante e afirma que votará em 4 de outubro, daqui a sete dias. A mensagem final é que cada eleitor deve assumir a responsabilidade pelo próprio voto.








