CURITIBA — A rede municipal de saúde de Curitiba passou a usar análise preditiva para estimar a demanda causada por dengue e síndromes respiratórias. Com os cenários projetados, a Secretaria Municipal da Saúde define antecipadamente quais medidas podem ser adotadas em períodos de maior pressão sobre o SUS.
A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, afirmou durante Audiência Pública na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta terça-feira (29), que os planos de contingência consideram as sazonalidades recorrentes. “Eu já estruturo a minha rede de saúde para atender”, disse.
Medidas previstas
Entre as ações estão a ampliação de leitos, o aumento temporário da carga horária de médicos e profissionais de enfermagem, a ativação de hospitais de retaguarda e o reagendamento de cirurgias eletivas quando necessário. O fluxo de urgência e emergência, segundo Filipak, é mantido.
A secretária citou a última sazonalidade respiratória para mostrar como o planejamento foi aplicado. Foram necessários quatro novos leitos de UTI, enquanto, no ano passado, a ampliação havia chegado a quase 20. Ela afirmou que os recursos foram acionados conforme a demanda e que a rede atravessou o período “em paz, tranquilos”.
Outra frente é o atendimento domiciliar. O programa permite acelerar a saída de pacientes que já podem continuar o tratamento em casa, com acompanhamento de médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas. De acordo com Filipak, mais de 600 pessoas deixam os hospitais todos os meses por meio da iniciativa.
A estratégia aumenta a rotatividade dos leitos sem interromper o cuidado. “A gente não coloca dois pacientes num leito, mas pode otimizar o leito para atender dois pacientes em momentos diferentes”, explicou.
A audiência foi coordenada pela Comissão de Saúde e Bem-Estar Social e integra a fiscalização do SUS pelo Poder Legislativo. A previsão está na lei complementar 141/2012, que atribui às câmaras municipais o acompanhamento da aplicação dos recursos e da execução das políticas públicas de saúde. A sessão foi presidida por Pier Petruzziello (PP), com participação de Meri Martins (Republicanos), Angelo Vanhoni (PT), Carlise Kwiatkowski (PL) e Luciano Carvalho (PP).








