A empresa de eventos encerrou as atividades no fim de semana de 10 e 11 de agosto de 2024, deixando contratos de casamento sem cumprimento em Maringá, Londrina e Rolândia. Três pessoas que integravam o núcleo gestor foram denunciadas criminalmente pela 21ª Promotoria de Justiça de Maringá.
A acusação apresentada pelo Ministério Público do Paraná aponta 124 vítimas de estelionato e prejuízo estimado em R$ 2.647.280,12. A ação foi ajuizada em 31 de agosto de 2026, na 3ª Vara Criminal da comarca.
Como os contratos eram oferecidos
Segundo as investigações, os crimes ocorreram entre janeiro de 2023 e agosto de 2024. A empresa vendia pacotes completos para festas, incluindo locação do espaço, buffet e decoração. Os contratos tinham preços abaixo dos praticados no mercado e opções de parcelamento.
Mesmo com o agravamento da situação financeira e sabendo que não teriam capacidade operacional para cumprir os acordos, os acusados teriam continuado a conquistar novos clientes. Os valores recebidos eram usados para cobrir despesas emergenciais e manter uma aparência de funcionamento regular.
Suspeita de ocultação de valores
A denúncia também descreve o uso de várias pessoas jurídicas e de máquinas de cartão de crédito registradas em nome de terceiros. Conforme a apuração, o dinheiro era distribuído diariamente entre diferentes contas bancárias e depois incorporado ao patrimônio pessoal dos denunciados por meio do pagamento de despesas de consumo comum.
Além do estelionato contra 124 vítimas, o Ministério Público do Paraná atribui aos acusados os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A instituição pediu que a Justiça estabeleça, na sentença, um valor mínimo para reparar os danos materiais de cada vítima identificada.








