O Dínamo Moscou decidiu não assinar os contratos de Plata e Matheus Martins após avaliar os riscos das transferências, embora as negociações estivessem avançadas. Pavel Pivovarov, CEO do clube russo, disse que a equipe também se considera prejudicada pelo desfecho dos acordos com Flamengo e Botafogo.
Em entrevista à Match TV, o dirigente negou que o Dínamo tenha agido de má-fé. Segundo Pivovarov, o clube anunciou apenas a chegada dos jogadores, e não a conclusão das transferências. “Também nos consideramos vítimas nessa situação”, afirmou.
O clube russo havia comunicado a chegada dos dois atacantes, mas desistiu posteriormente de formalizar os contratos. Inicialmente, não explicou qual problema havia sido identificado durante o processo. Pivovarov declarou que a intenção era preservar os jogadores e os clubes, evitando a divulgação de detalhes.
Depois que informações sobre o caso circularam no Brasil, o CEO decidiu apresentar a posição do Dínamo. Ele afirmou que a decisão foi tomada considerando os objetivos de longo prazo da equipe e classificou o episódio como uma pena. Também disse que era a primeira vez que enfrentava uma situação desse tipo na carreira.
Plata havia sido vendido pelo Flamengo por cerca de 10 milhões de euros, equivalentes a R$ 60,1 milhões. Matheus Martins foi negociado pelo Botafogo por 7 milhões de euros, aproximadamente R$ 42,4 milhões na cotação atual.
O Flamengo negou qualquer problema clínico com Plata e criticou a postura do Dínamo, classificando o episódio como “amadorismo e irresponsabilidade”. O Botafogo também negou problema clínico com Matheus Martins. Os dois clubes ainda não responderam publicamente à declaração de Pivovarov e estudam levar o caso à FIFA.
Enquanto os acordos com os brasileiros não foram concluídos, o Dínamo Moscou anunciou Maxi Gutiérrez, chileno de 22 anos que estava no Independiente, da Argentina.








