Endrick e Estêvão foram convocados por Carlo Ancelotti para a Data Fifa de setembro/outubro, mesmo vivendo momentos de pouca utilização no Real Madrid e no Chelsea. O atacante do clube espanhol tem quatro minutos na temporada, enquanto o jogador do Chelsea soma 148 minutos em seis partidas.
A falta de ritmo é um ponto de atenção para a Seleção, que terá pouco tempo de treinamento sob o comando do italiano. A sequência de jogos interfere na tomada de decisão, na intensidade, na confiança e na execução de movimentos sob pressão. Ainda assim, a baixa minutagem não impede, por si só, a avaliação dos dois jogadores.
Situações diferentes nos clubes
Estêvão participou de seis partidas desde a chegada de Xabi Alonso, em julho, mas foi titular em apenas duas. O atacante retorna à Seleção depois de perder a Copa por causa de lesão e tenta conquistar espaço no Chelsea. Pela Amarelinha, já mostrou capacidade no um contra um, em espaços reduzidos e na criação de jogadas individuais.
Na entrevista coletiva, Estêvão afirmou que prefere se concentrar no trabalho diário e nas oportunidades recebidas: “Eu acho que cada técnico tem sua maneira de jogar.”
Endrick vive uma situação mais delicada. Na primeira temporada pelo Real Madrid, marcou sete gols em 37 jogos com Ancelotti no comando. Depois, foi emprestado ao Lyon, onde teve importância em 2025/26. De volta ao clube espanhol, quase não participou dos planos de José Mourinho neste início de campanha.
O atacante foi convocado para a última Copa do Mundo e teve poucas oportunidades. Antes do Mundial, porém, havia apresentado força para atacar a área, velocidade, capacidade de finalização e presença ofensiva para além da função de esperar a bola.
O que Ancelotti pode observar
A Seleção terá três partidas — duas contra a Austrália e uma diante da Índia — para que Ancelotti avalie a dupla, suas funções e a adaptação às ideias do novo treinador. A convocação mostra que o italiano não pretende esperar que todos estejam no melhor momento nos clubes para começar a observá-los.
Estêvão disse que ele e Endrick sabem que não estão recebendo muitas oportunidades, mas veem a confiança de Ancelotti como motivação para buscar evolução. Os dois também retomam uma parceria construída nas categorias de base do Palmeiras.
A preocupação aumentaria se a falta de espaço se tornasse prolongada. Para jogadores jovens, a experiência em partidas de alto nível faz parte da formação. Por enquanto, a minutagem será apenas um dos elementos da avaliação de Ancelotti.








