CURITIBA — Consultas, exames e tarefas fora de casa fazem parte da rotina de Alessandra Calcanhoto Sitko, que trabalha como “filha de aluguel” para idosos. Moradora de Curitiba, ela usa a experiência de mais de 30 anos como enfermeira para oferecer companhia e apoio no dia a dia.
Alessandra anuncia o serviço nas redes sociais e hoje atende quatro idosos de maneira fixa. Como tem carro, busca alguns pacientes em casa e os acompanha nos deslocamentos. Em alguns casos, a pessoa prefere que ela espere no veículo durante a consulta. Em outros, o objetivo é apenas ter alguém por perto.
“Eu amo atender os idosos, é muito satisfatório”, diz Alessandra. Ela também acompanha clientes ao mercado, à farmácia, à igreja e ao cabeleireiro. Para a profissional, a formação na área da saúde ajuda a reconhecer os cuidados necessários em diferentes situações. Ela afirma que cursos de cuidador de idoso, técnico de enfermagem ou enfermagem são importantes para lidar com a rotina dos pacientes.
Cuidado que começou em casa
A decisão de trabalhar com idosos também tem relação com a história da própria mãe. Há pouco menos de quatro anos, a mãe de Alessandra vivia no Interior do Paraná e precisava de um atendimento personalizado que não estava disponível. A filha a levou para Curitiba, onde ela recebeu cuidados até morrer.
Uma das pacientes atendidas por Alessandra tem 83 anos. Ela passou a cuidar da mulher e do marido dela, de 91, há cerca de um ano, após o diagnóstico de Alzheimer do homem. A profissional visita o casal todos os dias, ajudando com banho e alimentação.
“A Alessandra atende ele para mim, para dar banho, dar comida. Daí eu posso me folgar um pouquinho”, diz a paciente. Segundo ela, a presença da cuidadora permite uma pausa para quem precisa acompanhar o marido durante o dia inteiro.
A vizinha de Alessandra também recorre ao serviço. As duas se conhecem há quase 15 anos, e a amiga pede companhia para realizar tarefas, como exames. Para Alessandra, o trabalho é uma forma de retribuir o afeto recebido da família.








