A estiagem é um período adequado para revisar a cobertura dos imóveis antes da volta das chuvas. Telhas, calhas, rufos e pontos de impermeabilização devem ser avaliados para que falhas menores não avancem para infiltrações e prejuízos maiores.
A inspeção pode começar pela procura de telhas quebradas, trincas e calhas obstruídas. Em telhados de madeira, também é necessário verificar as condições de vigas e caibros. Isaac Dias Soares, gerente da Rede da Construção Tocantins Max, recomenda limpar as calhas, fazer testes com simulação, substituir peças danificadas e avaliar o uso de fitas asfálticas e manta de impermeabilização.
Sinais de desgaste
O tempo de uso e as intervenções feitas na cobertura também entram na avaliação. Telhados de barro com mais de 10 anos podem exigir atenção, assim como coberturas de fibrocimento que receberam trânsito frequente de instaladores de internet ou energia solar. Calhas e rufos com sinais de oxidação também indicam a necessidade de manutenção.
Durante o período chuvoso, vale registrar os pontos onde apareceram goteiras e infiltrações. Essas informações ajudam o profissional a definir os reparos, que podem incluir troca de telhas, limpeza de calhas, manutenção de rufos, aplicação de mantas, impermeabilização, substituição de parafusos e colocação de fitas asfálticas.
Quando o serviço é adiado, a água pode alcançar forros, tetos de lajes e paredes, causando manchas, umidade e mofo. Soares também alerta para o risco de a água chegar às mangueiras de instalação elétrica. Um entupimento de calha, mesmo simples, pode provocar transtornos durante a chuva.
A realização dos reparos exige cuidado porque o trabalho envolve altura e escadas. Pessoas idosas ou sem experiência não devem improvisar nem executar esse tipo de serviço sem equipamentos adequados. “Os acidentes domésticos, na maioria, têm uma escada ou improvisação de escada”, alerta Soares.








