Encontrar um filhote de ave no chão durante a primavera não significa, necessariamente, que ele esteja abandonado. Algumas espécies deixam o ninho antes de dominar completamente o voo e continuam recebendo alimento e proteção dos pais, informa o Instituto Água e Terra (IAT).
A recomendação é não recolher o animal de imediato. A intervenção deve ocorrer apenas quando houver risco de vida visível. Em caso de dúvida, a orientação é procurar os órgãos responsáveis.
A primavera começa a partir da próxima terça-feira, 22 de setembro, e também marca o início da fase reprodutiva dos animais silvestres. Com a elevação gradual das temperaturas, eles ficam mais ativos, intensificam a reprodução e circulam com maior frequência por áreas urbanas e residenciais.
Distância é a principal orientação
Gambás, aves, ouriços e corujas podem sair em busca de comida e abrigo. Animais jovens também passam a explorar novos ambientes. Com a proximidade entre cidades e habitats naturais, é possível encontrá-los revirando lixo ou procurando frutas em árvores.
O IAT orienta a população a não tentar capturar, alimentar ou espantar esses animais. A tentativa de afastá-los pode causar ferimentos, e mexer em ninhadas prejudica os filhotes. O ideal é manter distância e deixar que sigam o próprio caminho.
Animais de hábitos noturnos devem permanecer acomodados durante o dia, enquanto descansam. A orientação é esperar que deixem o local à noite por conta própria.
Como evitar a aproximação
Para reduzir a presença desses animais, é recomendado vedar aberturas entre telhados e forros, manter lixeiras fechadas e recolher rações de cães e gatos. Também é importante não oferecer alimento e manter o pátio limpo, evitando atrair espécies que fazem parte da dieta dos animais silvestres.








