A morte do deputado estadual Amilton Filho (MDB), aos 41 anos, deve alterar a composição da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O parlamentar morreu na madrugada deste sábado, 26, depois que o veículo em que estava bateu em uma carreta na BR-050, em Cristalina.
Com a vacância, a cadeira deverá ficar com Francisco Oliveira, primeiro suplente do MDB nas eleições de 2022. O ex-deputado recebeu 26.747 votos naquele pleito e aparece à frente de Henrique Arantes, que teve 25.694, e Jean Eustáquio, com 14.335.
Amilton estava no segundo mandato consecutivo e disputava a reeleição neste ano. Ele retornava de uma agenda de campanha quando ocorreu o acidente, nas proximidades do aeroporto de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. O motorista e o jornalista e videomaker que estavam no veículo ficaram feridos e foram levados para atendimento hospitalar.
Trajetória de Francisco Oliveira
Aos 64 anos, Francisco Oliveira é natural de Morrinhos e acumula passagens pela Câmara Municipal de Goiânia, pelo Governo de Goiás e pela Alego. Formado em Administração de Empresas pela Uni-Anhanguera, começou a trabalhar na Câmara aos 14 anos, como office-boy, por meio do Centro Salesiano do Menor (Cesam). Aos 17 anos, tornou-se funcionário da Casa e depois servidor efetivo.
Ele entrou na política eleitoral em 1992, quando foi eleito vereador por Goiânia. Dois anos depois, assumiu a presidência da Câmara durante o primeiro mandato. Foi reeleito em 1996, com cerca de 9 mil votos, e voltou à presidência em 1997. Nesse período, ocupou interinamente a Prefeitura de Goiânia em três oportunidades.
Em 2000, conquistou o terceiro mandato de vereador e, três anos depois, comandou a Câmara Municipal pela terceira vez. No Governo de Goiás, foi secretário de Articulação Política em 2005, durante a gestão de Marconi Perillo, e secretário de Gestão da Governadoria em 2011.
A primeira eleição para a Alego ocorreu em 2014, pelo PHS, com 24.889 votos. Em fevereiro de 2016, ele se filiou ao PSDB. Nas eleições de 2018, recebeu 28.505 votos, mas terminou como primeiro suplente.
Francisco voltou à Assembleia em janeiro de 2021, após a renúncia de Diego Sorgatto, eleito prefeito de Luziânia nas eleições municipais de 2020. Permaneceu na Casa até o fim da 19ª Legislatura. Em abril de 2022, deixou o PSDB e entrou no MDB. Agora, a primeira suplência pode levá-lo novamente ao cargo deixado por Amilton Filho.








