Rio de Janeiro, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Goiânia prepara radar e integração com Waze para agir antes de eventos extremos
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Goiânia prepara radar e integração com Waze para agir antes de eventos extremos

Plano municipal prevê monitoramento ampliado, equipes posicionadas antes das chuvas e medidas contra calor e incêndios.

A rede de monitoramento de Goiânia identifica, a cada 10 minutos, onde está chovendo na capital e em outros municípios de Goiás. O sistema conta com 280 pluviômetros automáticos e será ampliado com uma terceira rede em áreas mais distantes, capaz de medir volume de chuva, direção e velocidade do vento.

As informações fazem parte do plano de prevenção, monitoramento e resposta aos efeitos do Super El Niño, apresentado pelo prefeito Sandro Mabel nesta sexta-feira, 2, no Paço Municipal. A estratégia reúne ações para chuvas intensas, ondas de calor e incêndios.

O prefeito anunciou a intenção de comprar um radar meteorológico para Goiânia, com capacidade de acompanhar vento e chuva. “Eu quero um radar em Goiânia, um radar com precisão, tanto questões de vento, como dessas chuvas e tudo mais”, declarou.

Equipes e Waze

Com previsões antecipadas, a prefeitura pretende posicionar caminhões, carregadeiras e outras equipes antes da ocorrência dos eventos. O município também planeja integrar sua operação ao Waze: sinais de emergência poderão ser enviados ao aplicativo para alertar quem estiver nas ruas e permitir mudanças de rota.

Segundo Mabel, Goiânia não tinha um plano de emergência antes da atual gestão. A rede estadual de proteção meteorológica começou a instalar pluviômetros no início do governo, após conversa com Ronaldo Caiado, então governador de Goiás.

Incêndios e ondas de calor

A prefeitura começou a preparar brigadas e a adquirir equipamentos para incêndios, incluindo caminhões-pipa e quadriciclos. Mabel defendeu a formação de brigadas voluntárias treinadas e destacou a importância da resposta nos primeiros 15 minutos.

Para enfrentar ondas de calor, todas as salas de aula da rede municipal foram climatizadas. Bebedouros também foram instalados em escolas e postos de saúde, e a meta é levar pontos de hidratação a terminais e locais de grande circulação.

Drenagem e piscinões

Ao fim do período chuvoso de 2025, Goiânia registrou 135 pontos críticos de alagamento. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana atua na limpeza e na desobstrução do sistema de drenagem. O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Robledo Mendonça de Farias, afirmou: “Nós estamos preparados para qualquer tipo de evento adverso.”

A obra emergencial dos piscinões teve o custo estimado elevado de R$ 30 milhões para R$ 39 milhões, o que impediu a contratação imediata. A licitação deve sair até dezembro, com execução prevista para o ano que vem.

Robledo também alertou que o Super El Niño não é tornado nem ciclone, mas produz consequências na cidade, e pediu participação da população em campanhas educativas. O gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás, André Amorim, destacou o acompanhamento contínuo da chuva e da seca pela rede automática.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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