Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Campanha de Caiado defende que Brasil pode ser grande player global em saúde
Brasil

Mandetta defende indústria nacional para projetar Brasil na saúde global

Na campanha de Ronaldo Caiado, ex-ministro propõe reduzir a dependência de insumos importados e ampliar a produção brasileira.

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro e responsável pela área de saúde na campanha de Ronaldo Caiado à Presidência, defendeu que o Brasil amplie sua indústria de saúde para se tornar um fornecedor global do setor.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (24.set.2026), durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento – A Indústria da Saúde na Agenda Presidencial, em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor para discutir propostas para o sistema de saúde brasileiro.

Mandetta afirmou que o país precisa aumentar a capacidade de produção nacional e diminuir a dependência de insumos importados. Para ele, limitar a indústria ao atendimento do SUS reduz a escala disponível. “Se entendermos que o Brasil pode e deve ser um grande fornecedor mundial de diversos produtos, transformamos essa capacidade em uma arma de geopolítica”, disse.

O ex-ministro também defendeu acordos estratégicos para ampliar o comércio com outros mercados. Ele citou o respeito às patentes e o estímulo aos medicamentos genéricos como medidas para reconstruir o parque industrial. Mandetta ainda valorizou as raízes indígenas, negras e imigrantes do país e afirmou que o SUS é respeitado internacionalmente.

Tecnologia e acesso

Ao lembrar a pandemia de covid-19, Mandetta destacou a dependência externa na produção de máscaras, equipamentos de proteção e seringas. A proposta é fortalecer a produção brasileira e integrar o país a outros mercados para garantir acesso rápido e em volume adequado a esses itens.

Na área de inovação, ele criticou o prazo de 180 dias entre a aprovação de uma tecnologia e sua chegada ao paciente. Entre as sugestões apresentadas estão a integração de unidades básicas, hospitais e sistemas de informação, a criação de um repositório nacional de dados de saúde e de um Centro Nacional de Inteligência Artificial.

Mandetta classificou a judicialização como reflexo de falhas no acesso, no orçamento e na incorporação tecnológica. “A judicialização não é a doença, ela reflete problemas estruturais”, afirmou. Ele defendeu que o tema seja discutido no Congresso e pediu tratamento tributário diferenciado para medicamentos na reforma fiscal.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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