Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Mendonça homologa delação premiada do empresário que fez pagamentos milionários para filme sobre Jair Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Brasil

Mendonça homologa delação sobre pagamentos ligados ao filme Dark Horse

Antonio Carlos Freixo Junior afirmou à PGR que movimentou mais de R$ 1,3 bilhão para Daniel Vorcaro entre 2020 e 2025.

O ministro André Mendonça homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário investigado no caso do Banco Master. Conhecido como “Mineiro”, ele afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que fez pagamentos milionários ligados ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, a mando de Daniel Vorcaro.

Freixo Junior é dono da Entre Investimentos e foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro a partir do Banco Master. Em agosto, após quatro meses de negociação, ele fechou o acordo com a PGR.

Movimentações e repasses

Na delação, o empresário disse ter movimentado mais de R$ 1,3 bilhão para Vorcaro entre 2020 e 2025. Também relatou que entregava dinheiro vivo em malas ao banqueiro, possivelmente para o pagamento de propina.

Freixo Junior detalhou ainda transferências para o fundo de investimentos Havengate, nos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga se os valores foram usados para financiar “Dark Horse”, como afirmam o senador Flávio Bolsonaro e a produtora do filme.

O empresário listou sete repasses ao fundo, feitos de janeiro a setembro de 2025. As transferências somaram mais de US$ 12 milhões, quase R$ 63 milhões à época. Segundo o relato, Vorcaro havia combinado o envio de US$ 24 milhões, divididos em dez cotas, até janeiro de 2026. Os pagamentos restantes não foram realizados. O banqueiro foi preso em novembro de 2025.

Freixo Junior entregou à PGR comprovantes das transferências e e-mails trocados com Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro e responsável pelo fundo Havengate. A PF apura se parte do dinheiro financiou Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O empresário também relatou pagamentos de faturas no exterior, ordenados por Vorcaro e feitos pela Entre Investments and Arbitrage, sediada nas Bahamas. A polícia investiga se os recursos foram destinados ao Havengate ou a pessoas ligadas ao fundo.

Com a delação homologada pelo Supremo, a PGR ouvirá novos depoimentos, analisará os documentos entregues e definirá os próximos passos da investigação.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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