Rio de Janeiro, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Pressão para liberar recursos a ‘Dark Horse’ foi intensa e constante, revelam mensagens de Vorcaro
Brasil

Mensagens mostram cobranças por recursos para o filme Dark Horse

Conversas entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel registram atrasos, impasses cambiais e pressão para liberar pagamentos da produção.

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro mostram cobranças recorrentes para liberar recursos destinados a Dark Horse, filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro (PL). Os diálogos com o cunhado Fabiano Zettel registram tensão, atrasos e tentativas de definir empresas para realizar os pagamentos.

Em 20 de janeiro de 2025, Zettel avisou que o responsável pelo filme o pressionava e havia enviado um fluxo de pagamentos. Na véspera, o publicitário Thiago Miranda havia informado que aquela era a data limite para o primeiro aporte.

No dia seguinte, Zettel pediu orientação a Vorcaro enquanto tratavam de um fluxo de 55,5 milhões. O banqueiro perguntou se o filme estava incluído. A resposta mencionou um fluxo de 10 de 2.5 de dólares. Uma semana depois, Vorcaro classificou a tarefa como “o mais importante disparado” e cobrou que ela não falhasse novamente.

Impasses para liberar o dinheiro

Em 29 de janeiro, Zettel relatou que a empresa criada por ele não tinha cadastro suficiente para enviar os câmbios do filme e perguntou se poderia usar outra empresa. No dia seguinte, informou que o repasse seria de 2M de dólares. Em seguida, voltou a cobrar uma definição sobre a empresa responsável pelo pagamento.

Em 3 de fevereiro, a pendência ainda incluía resolver o filme. Zettel pediu a liberação de uma TED e a indicação da empresa que faria o pagamento. Depois, informou ter enviado uma carta de 34M para contemplar o filme, despesas e outra frente citada nas mensagens.

Em 5 de fevereiro, Vorcaro sugeriu fazer a operação por meio da Entre Investimentos e Participações, ligada a Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Zettel disse que pediria ajuda a ele, e Vorcaro ordenou o envio do dinheiro. A rota previa a circulação de mais de 60 milhões de reais destinados supostamente a Dark Horse.

As conversas também mencionam um fundo no exterior como destino do pagamento. Em 6 de fevereiro, Thiago Miranda cobrou a liberação do filme. Vorcaro respondeu que o câmbio havia sido devolvido duas vezes e que havia problemas para concluir a operação.

Em 11 de fevereiro, Zettel afirmou que havia passado o câmbio ao “Mineiro”, que também enfrentava dificuldades. Três dias depois, compartilhou um comprovante de transferência de 2 milhões de dólares da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O fundo era administrado pelo advogado Paulo Calixto.

Cobranças continuaram

Em 12 de março, Miranda informou que apenas a primeira parcela de janeiro havia sido paga. Vorcaro pediu que Zettel controlasse os pagamentos e quitasse a segunda e a terceira parcelas.

Em 18 de agosto de 2025, Miranda voltou a cobrar parcelas que não haviam sido depositadas na semana anterior. No mês seguinte, Vorcaro pediu desculpas pelos atrasos e afirmou que mantinha prioridade total para concluir os pagamentos.

Vorcaro teria pago mais de 60 milhões de reais por meio do fundo Havengate, embora o acordo inicial previsse um aporte de cerca de 134 milhões de reais. O financiamento de Dark Horse é investigado pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes atribuídos, em tese, a Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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