APARECIDA DE GOIÂNIA — A rotina de Cleomar de Oliveira foi marcada pela espera desde o desaparecimento do filho, Jefferson de Oliveira. O ilustrador sumiu no dia 25 de julho, depois de sair de carro para tomar café da manhã na casa da mãe.
Na tarde desta quarta-feira, 16, uma ossada humana foi encontrada no Setor Vale do Sol, a poucos metros do local do acidente. O delegado Eduardo Rodovalho informou que apenas a perícia, prevista para o início desta noite, poderá confirmar se os restos mortais são do ilustrador.
Cleomar contou que as visitas de Jefferson eram frequentes, inclusive nos fins de semana. A proximidade entre os dois aumentou depois que ela sofreu um infarto e passou por oito paradas cardíacas. Durante os 21 dias em que ficou internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o filho praticamente deixou o trabalho de lado para acompanhá-la.
“Além de ser meu filho, ele é meu amigo”, disse a dona de casa. Ela também lembrou que Jefferson costumava levar pão quando ia à casa dela — e que, no dia do desaparecimento, seguia justamente para tomar café da manhã com a mãe.
O acidente e as buscas
De acordo com a PC, Jefferson dirigia pela Avenida Jataí quando bateu contra um poste às margens da via. Não houve participação de outro veículo. Depois, familiares e amigos encontraram o carro abandonado, sem sinais do ilustrador nas proximidades.
As buscas identificaram vestígios de sangue e objetos pessoais de Jefferson. Por causa desses indícios, as equipes consideraram a possibilidade de que ele tivesse entrado ferido em uma área de mata próxima ao local da batida.
Infância de trabalho
Cleomar afirmou que o filho começou a ajudá-la ainda aos 8 anos, quando ela vendia laranjas e laranjinhas. Jefferson carregava caixas de isopor e fazia entregas. Mais tarde, também vigiava carros em eventos realizados na escola onde ela trabalhava.
“Toda a vida ele foi muito trabalhador, responsável”, afirmou a mãe. Ela disse ainda que, mesmo após discussões, os dois não ficavam afastados por muito tempo.








