PARANÁ — O número de mortes por câncer de mama no estado passou de 1.013, em 2020, para 1.327, em 2025, conforme dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). A variação foi de +31%. Em 2026, até agosto, os registros preliminares somavam 877 mortes pela doença.
Ao longo de dez anos, de 2017 a 2026, o câncer de mama tirou mais de 11 mil vidas no Paraná. Os dados do Ministério da Saúde reforçam o alerta durante o mês de conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce.
Projeção de novos casos
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que o Paraná terá, entre 2026 e 2028, uma média anual de 4.300 novos casos de neoplasia maligna da mama. O volume corresponde a quase 12 diagnósticos por dia.
A projeção para o próximo triênio supera as anteriores. Entre 2020 e 2022, a estimativa era de 3.470 novos casos por ano. Para 2023 a 2025, o cálculo ficou em 3.650 diagnósticos anuais. De 2020 até 2026, houve avanço de 23,9% na estimativa.
A taxa de incidência também aumentou: passou de 59,26 por 100 mil mulheres para 70,24 no período analisado, alta de 18,5%.
Fatores de risco e prevenção
Segundo o INCA, a idade está entre os principais fatores de risco. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem depois dos 50 anos. O envelhecimento da população brasileira e paranaense aparece entre os elementos relacionados ao avanço das estatísticas.
Também são citados fatores reprodutivos e mudanças no estilo de vida, como o adiamento da primeira gestação, períodos mais curtos de amamentação, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool e ultraprocessados.
A recomendação é que as mulheres conheçam o próprio corpo e procurem avaliação médica diante de alterações suspeitas nas mamas. O INCA recomenda mamografia de rastreamento para mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos, quando não há sinais ou sintomas suspeitos.








