A seca deixou de ser registrada em todo o Paraná depois de um agosto com chuvas acima da média. A informação aparece em estudo da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado nesta quarta-feira (16).
O volume de precipitação foi impulsionado por duas passagens de frentes frias. Em cidades do extremo Sul do estado, foram registrados mais de 100 mm em menos de 24 horas.
Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, somente três tiveram chuva abaixo da média climatológica em agosto: Cianorte, Maringá e Apucarana. Em Fazenda Rio Grande, Laranjeiras do Sul e no Distrito de Horizonte, em Palmas, o mês teve os maiores volumes para agosto desde o início das medições locais. As estações começaram a operar nesses pontos em 2009, 2017 e 2019, respectivamente.
Como a seca recuou
A região Leste do Paraná mantinha registro de seca fraca havia mais de um ano. O Monitor de Secas começou a apontar redução da intensidade e da abrangência do fenômeno em maio de 2026. Na época, a seca moderada se concentrava principalmente no Oeste, no Sudoeste e no Sul, enquanto a seca fraca predominava em outras áreas.
Em junho, a seca moderada saiu do mapa, mas a seca fraca ainda aparecia no Leste, nos Campos Gerais, no Sudoeste e em parte do Oeste. No mês seguinte, o registro ficou limitado a uma área menor do Leste. Com as chuvas de agosto, nenhum nível de escassez permaneceu no estado.
O estudo também informa que não há registro de seca em nenhum estado da Região Sul. O El Niño aumentou a disponibilidade de calor e umidade nessa área, favorecendo episódios de chuva.
A precipitação acima da média ainda reduziu a seca fraca no Norte e no Nordeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. O excesso de chuva também fez o fenômeno recuar em áreas do Rio de Janeiro e de São Paulo, que deixou de registrar seca grave.
Em outras partes do país, porém, a seca avançou ou ganhou intensidade. O Monitor apontou piora em áreas de Acre, Alagoas, Amazonas, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Roraima. Também houve expansão de áreas atingidas no Amapá, Ceará, Rondônia, Sergipe e Tocantins.








