SÃO PAULO — A situação de Jair Bolsonaro dominou os discursos da manifestação realizada nesta segunda-feira, 7, na Avenida Paulista. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, relacionou diretamente a eventual eleição de Flávio Bolsonaro à permanência do ex-presidente na prisão.
“Só tem um jeito. O Jair Bolsonaro vai ficar preso mais 10 anos se o Flávio não for eleito. Se o Flávio for eleito, Bolsonaro estará com a gente no dia seguinte”, declarou Valdemar, que pediu apoio ao candidato à Presidência da República.
O ato teve como mote “Fora Lula, Fora Moraes” e reuniu apoiadores de Flávio, além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do deputado federal Nikolas Ferreira, do pastor Silas Malafaia e de outras lideranças da direita.
Nikolas concentrou sua fala no ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o próximo presidente poderá indicar quatro ministros para o Supremo. Para o deputado, uma vitória de Flávio mudaria a composição da Corte e permitiria a retirada de Moraes.
O parlamentar também citou mensagens divulgadas envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nikolas disse que nunca teve contrato com Vorcaro, que seus filhos não receberam cartão de crédito e que não trocou o celular durante conversas com ele.
Tarcísio pediu votos para Flávio e para candidatos da direita ao Senado. O governador afirmou que nenhuma autoridade pode se sobrepor à Constituição ou à lei. Pela manhã, ele não participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi e foi representado pelo vice-governador Felicio Ramuth.
Também estiveram na manifestação o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; os candidatos ao Senado Guilherme Derrite e André do Prado; e Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná. Derrite direcionou seu discurso à segurança pública e defendeu ações contra o crime organizado a partir de 2027.
Apoiadores vestidos principalmente de verde e amarelo ocuparam trechos da Avenida Paulista com bandeiras do Brasil e cartazes contra Lula e integrantes do Supremo. Também houve faixas pela “contagem pública de votos”. As críticas a Moraes já haviam aparecido em atos da direita em 2024 e 2025, e ganharam novo impulso neste ano após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Vorcaro.









