RIO DE JANEIRO — Carlos Bolsonaro aparece em terceiro lugar na disputa pelo Senado em Santa Catarina, com 14,9% das intenções de voto. Na última pesquisa Atlas Intel, ele ficou atrás da deputada Carolina De Toni (PL), com 28,4%, e do senador Esperidião Amin (pP), com 20,2%.
A tendência indicada é de eleição de Carolina De Toni e Esperidião Amin, ambos de Santa Catarina. Carlos Bolsonaro foi levado por Jair Bolsonaro do Rio de Janeiro para disputar a vaga, mas passou a ser visto como “estrangeiro” e “paraquedista”, de acordo com a avaliação apresentada. Com a queda nas pesquisas, a previsão é que ele retorne ao Rio de Janeiro para tentar uma vaga de vereador em 2028.
Jair Renan Valle Bolsonaro (PL), também candidato por Santa Catarina, tende a ser eleito deputado federal. Já Eduardo Bolsonaro não disputará eleição este ano e ficará sem mandato nos próximos quatro anos. A possibilidade apresentada é que, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, Eduardo seja indicado para o Ministério das Relações Exteriores ou para o posto de embaixador nos Estados Unidos.
Disputa presidencial
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, aparece entre os nomes mais cotados para o segundo turno da eleição presidencial deste ano, ao lado de Lula da Silva, do PT. Lula lidera e deve buscar apoio no Nordeste, enquanto Flávio aparece praticamente empatado e pode reunir eleitores de outros candidatos da direita.
Os dois têm chance de vencer. Uma derrota de Flávio faria o mandato de senador terminar em 2027 e, conforme a avaliação apresentada, reduziria a força do bolsonarismo familiar. Tarcísio de Freitas, se for reeleito governador de São Paulo, poderia assumir a liderança do grupo ligado a Jair Bolsonaro.
Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar e inelegível, não poderá disputar mandato em 2026. Se Flávio vencer a eleição presidencial, o ex-presidente será indultado. O cenário descrito aponta para o risco de o bolsonarismo familiar iniciar 2027 menor, dependendo do resultado das eleições.








