Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Policial é acusado de usar informações sigilosas em esquema de tráfico no Paraná
Brasil

Policial é acusado de usar informações sigilosas em esquema de tráfico no Paraná

Denúncia do Ministério Público do Paraná envolve 18 pessoas e aponta lavagem de dinheiro, corrupção e venda de drogas por delivery.

Um policial militar está entre as 18 pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Paraná por crimes ligados à Operação Cartão Fidelidade. A acusação aponta que ele teria recebido pagamentos de líderes de um esquema de tráfico para repassar informações privilegiadas, consultar sistemas restritos sem justificativa e facilitar rotas de distribuição de drogas.

De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, o agente também é acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. A investigação identificou movimentações superiores a dois milhões de reais em suas contas, quantia incompatível com os rendimentos de servidor público. Parte dos recursos teria sido usada na compra, à vista, de um imóvel no bairro Capela Velha.

Droga, delivery e cartões de fidelização

A organização vendia entorpecentes por entrega em domicílio, com pedidos feitos por aplicativo de mensagens. As atividades eram realizadas com os nomes Bob TV e Pão de Queijo do Tio Bob, além da distribuição de cartões físicos que recebiam carimbos a cada compra.

Na fase ostensiva da operação, deflagrada em 19 de agosto de 2026, foram apreendidos mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.

Os denunciados respondem por associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. Para ocultar a origem dos valores, o grupo teria usado contas bancárias de terceiros e empresas de fachada, misturando recursos ilícitos e lícitos na circulação econômica formal.

Pedidos do Ministério Público

A Promotoria solicitou a suspensão cautelar do policial, a perda do cargo em caso de condenação e a suspensão das atividades de uma empresa apontada como parte do esquema de lavagem de capitais.

Também foi requerida a manutenção da prisão preventiva dos réus que estão detidos e a definição de um valor mínimo para reparar os danos morais coletivos atribuídos à atuação da organização em Araucária.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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