A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a propaganda eleitoral digital de Renan Santos e sua participação em debates levou o candidato do Missão a convocar apoiadores para produzir vídeos em defesa da campanha.
Renan afirmou que a restrição pode aumentar a curiosidade do eleitor sobre sua candidatura e gerar reação nas pesquisas. Em áudio divulgado em seu perfil do Valete Plus na madrugada desta terça-feira, 1º, ele disse: “Muita gente vai começar a querer saber quem eu sou”.
O candidato também pediu mobilização enquanto suas redes sociais estiverem suspensas. “Produzam conteúdo aos milhares”, declarou, ao solicitar que apoiadores gravem vídeos explicando por que o apoiam e comentando a decisão judicial. Renan citou a necessidade de 10, 20 ou 30 mil pessoas participando da ação durante dois dias ou três dias.
A decisão de Toffoli teve como base problemas na declaração das redes sociais usadas pela candidatura. Renan e o vice, Aroldo Medina, protocolaram o registro da chapa no TSE em 7 de agosto, mas não informaram inicialmente todos os perfis que seriam utilizados na propaganda eleitoral. A lista foi complementada em 19 de agosto, 12 dias depois, com 16 contas apresentadas à Justiça Eleitoral.
Contestação da campanha
Para Toffoli, o atraso teria relevância porque perfis não declarados poderiam continuar nos sistemas de recomendação das plataformas. Com isso, conteúdos da candidatura poderiam ser sugeridos a usuários que ainda não acompanhavam Renan. O ministro avaliou que a omissão poderia dar vantagem à campanha antes do controle da Justiça Eleitoral.
Renan contestou essa justificativa. Ele afirmou que a equipe enfrentou falhas no sistema do TSE usado para cadastrar as redes sociais, comunicou os problemas ao tribunal e que outros candidatos também teriam encontrado dificuldades. O candidato disse ainda que as informações foram corrigidas antes de qualquer solicitação do Ministério Público.
A decisão também afeta a participação de Renan no debate Momento da Decisão, marcado para 14 de setembro, às 22h, com os principais candidatos à Presidência.








