Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Santos fecha semestre com déficit de R$ 119,7 milhões e dívida bilionária
Brasil

Santos fecha semestre com déficit de R$ 119,7 milhões e dívida bilionária

Conselho Fiscal aponta gastos acima do orçamento, atrasos regularizados e passivo de até R$ 1,242 bilhão no clube.

O Santos terminou o primeiro semestre de 2026 com déficit de R$ 119,7 milhões, acima dos R$ 73,7 milhões previstos no orçamento. O Conselho Fiscal também calcula que o endividamento do clube chegou a R$ 1,24 bilhão até junho.

A arrecadação ficou acima da expectativa: foram R$ 126,4 milhões em receitas, contra uma previsão de R$ 91,4 milhões. O aumento, porém, não compensou a alta das despesas. Os custos operacionais alcançaram R$ 165 milhões, enquanto o orçamento previa R$ 108 milhões.

Folha e atrasos

Os gastos com salários do futebol também superaram o planejado. A estimativa era de R$ 57,2 milhões no semestre, mas o custo chegou a R$ 74,2 milhões. Em maio, o clube desembolsou R$ 14,2 milhões em salários e R$ 15,1 milhões em direitos de imagem.

O Santos acumulou dois meses de atraso na folha dos jogadores, referentes a março e abril, e um mês de direitos de imagem, em maio. As pendências foram regularizadas pela diretoria. O clube tem oito parcelamentos ativos e está com a Certidão Negativa de Débitos vencida por causa de parcelas tributárias pendentes.

Divergência sobre a dívida

O balancete apresentado pelo Santos registra passivo total de R$ 1,193 bilhão. O Conselho Fiscal, porém, considera que o valor correto é de R$ 1,241 bilhão, diferença de aproximadamente R$ 48,4 milhões ligada principalmente às obrigações de longo prazo.

Pelo cálculo do órgão, as obrigações passaram de R$ 1,164 bilhão em 31 de março para R$ 1,242 bilhão no encerramento de junho. Já o balancete da diretoria indica alta de R$ 1,094 bilhão em março para R$ 1,193 bilhão em junho.

A divergência envolve, entre outros pontos, a contabilização de obrigações de direitos de imagem após a formalização de confissões de dívida. O parecer afirma que esses valores devem ser registrados integralmente entre os passivos de curto e longo prazo.

O Conselho Fiscal também cobrou esclarecimentos sobre a dívida relacionada a Neymar e à NR Sports, empresa da família do jogador. Santos e Neymar fizeram um acordo para parcelar valores pendentes em até 80 meses, mas o órgão disse não ter recebido uma conciliação suficiente sobre a distribuição da obrigação.

Crédito e reforços

Os empréstimos de curto prazo chegaram a R$ 77,7 milhões. O Santos também antecipou R$ 20,1 milhões em recebíveis por meio da MLD Capital. Para o Conselho Fiscal, a operação aumenta a dependência de recursos que seriam utilizados nos períodos seguintes.

Mesmo com o déficit, a diretoria reforçou o elenco. Arthur, Rodinei, Lima e Everton Cebolinha foram apresentados, e Philippe Coutinho acertou a chegada até dezembro. Lima afirmou ter aceitado reduzir o salário para fechar com o clube.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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