CURITIBA — Tosse, falta de ar e cansaço aos esforços que persistem por mais de 15 dias devem ser investigados por um médico, principalmente quando não há uma infecção recente que explique os sintomas. O alerta é da pneumologista Maria Teresa Raymundo Dias, da Hapvida.
A orientação aparece em um cenário de atenção ao tabagismo. Dados da pesquisa Vigitel de 2025, realizada pelo Ministério da Saúde, apontam Curitiba como a capital brasileira com a maior proporção de fumantes. Quase um em cada cinco moradores fuma cigarro tradicional ou utiliza dispositivos eletrônicos.
“Quadros de tosse, falta de ar e cansaço aos esforços que evoluem por mais de 15 dias merecem avaliação médica”, afirma Maria Teresa.
Fumaça também ameaça quem não fuma
O cigarro é apontado como um dos principais fatores de risco para doenças pulmonares, entre elas a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O tromboembolismo pulmonar também pode estar relacionado ao sedentarismo, a problemas de circulação e a doenças cardíacas.
A especialista alerta ainda para o fumante passivo, que inala substâncias da fumaça de outras pessoas e pode desenvolver ou agravar problemas respiratórios. A recomendação é não permitir cigarros dentro de casa, mesmo com portas e janelas abertas. Também é importante informar ao médico se alguém da família fuma e em quais ambientes isso acontece.
Além do tabagismo, poeira, mofo, pelos de animais, sedentarismo e exposição profissional a produtos químicos, metais ou outras partículas podem comprometer os pulmões. Em Curitiba, variações de temperatura e umidade podem agravar sintomas, especialmente em pessoas com asma.
Parar de fumar ajuda na recuperação
A interrupção do tabagismo é recomendada em qualquer fase da vida. A recuperação depende do tempo de exposição, dos danos já provocados, da idade e da existência de outras doenças. A prova de função pulmonar pode ser indicada para acompanhar ganhos ou perdas da capacidade respiratória.
Entre os cuidados estão não fumar nem usar cigarros eletrônicos, evitar ambientes fechados com fumaça, praticar de 30 a 45 minutos de atividade física diariamente, manter hidratação e alimentação equilibradas e controlar poeira e mofo. Equipamentos de proteção devem ser usados em atividades com produtos químicos ou partículas.
“Uma caminhada diária já contribui para a saúde pulmonar”, diz a pneumologista. A atividade física não precisa começar em alta intensidade, mas deve se tornar um hábito, com avaliação médica diante de sintomas persistentes.
O Dia Mundial do Pulmão é lembrado em 25 de setembro. A Hapvida informa ter mais de 80 anos de experiência, mais de 75 mil colaboradores, quase 16 milhões de beneficiários e mais de 800 unidades no Brasil, incluindo 84 hospitais.








