Rio de Janeiro, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Flávio Bolsonaro fez safári na África com investigados no escândalo do INSS
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro à África reuniu investigados no caso do INSS

Foto de safári mostra o senador ao lado de Weverton Rocha, Willer Tomaz e Carlos Alberto de Sá, citados em diferentes apurações.

Uma viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul, em março de 2025, reuniu o senador, o senador Weverton Rocha, o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. Os três últimos aparecem em apurações relacionadas a suspeitas investigadas pela Polícia Federal e por uma comissão parlamentar.

A fotografia foi encontrada em registros de um safári compartilhados no grupo de WhatsApp “África do Sul”. O material estava no celular de Weverton Rocha, apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Sem Desconto. As respectivas esposas dos participantes também integravam o grupo.

A viagem ocorreu cerca de um mês antes de os descontos irregulares em benefícios do INSS ganharem repercussão pública, em abril de 2025.

Investigações envolvendo os participantes

Willer Tomaz é investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a Weverton Rocha. O senador também teve o nome incluído em uma investigação do Ministério Público Federal sobre o chamado orçamento secreto no Maranhão. Como possui foro por prerrogativa de função, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em 2024.

A relação entre Flávio Bolsonaro e Willer antecede essas apurações. Durante a CPI da Covid, o advogado foi citado em discussões sobre suspeitas na negociação da vacina indiana Covaxin e recebeu defesa pública do então senador.

Carlos Alberto de Sá também foi mencionado pela CPI da Covid. O relatório final, concluído em 2021, pediu seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa. Carlinhos era ligado à VTCLog, empresa que mantinha contratos com o Ministério da Saúde.

A comissão apontou suspeitas de oferta de vantagens a um integrante da pasta para alterar um contrato de distribuição de insumos, incluindo vacinas. O relatório estimou indícios de superfaturamento em R$ 17 milhões e registrou saques de R$ 4,7 milhões em espécie desde 2018 por um funcionário da VTCLog. Parte do dinheiro teria sido usada para pagar boletos pessoais de Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde.

Explicações sobre a viagem

Carlos Alberto de Sá afirmou que foi convidado por Willer Tomaz e pagou as próprias despesas. Weverton Rocha disse que as viagens com o advogado, de quem é amigo e compadre, têm caráter privado. Willer declarou manter amizade pessoal com Flávio Bolsonaro e afirmou que as despesas foram pagas com recursos próprios.

Flávio Bolsonaro não respondeu aos questionamentos sobre a viagem à África do Sul e sua relação com os demais integrantes do grupo.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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