Vilmar Rocha decidiu não disputar a eleição em 2026, mas afirmou que continuará participando da vida política como cidadão. Ex-deputado federal e ex-presidente do PSD, ele disse que a escolha foi pessoal, após uma longa trajetória nas urnas e na vida pública.
Rocha afirmou que não concorrer a um mandato não significa abandonar a política. Ele pretende acompanhar os acontecimentos, debater os problemas do Brasil e de Goiás, defender suas convicções e contribuir, dentro de suas possibilidades, para o fortalecimento da democracia.
Na avaliação do ex-parlamentar, a participação consciente dos cidadãos é necessária diante do desgaste na relação entre a sociedade e as instituições. Ele citou episódios de corrupção, disputas de poder, decisões controversas e a percepção de que interesses particulares muitas vezes se sobrepõem ao interesse público.
Críticas ao afastamento da política
Rocha também chamou atenção para o aumento das taxas de abstenção desde a década de 1990. Para ele, o voto em branco é uma manifestação, enquanto não comparecer às urnas representa desistir de participar do futuro do país.
O ex-deputado afirmou que toda a sociedade perde quando o eleitor deixa de acreditar na política, considera que sua participação não faz diferença ou vê o debate público ser substituído pela desinformação, pelo radicalismo e pela busca de vantagens imediatas.
Ele questionou quem ocupará o espaço deixado por pessoas qualificadas e comprometidas com o interesse coletivo que se afastam da política por descrença ou desânimo. Na avaliação de Rocha, a política não pode ser deixada vazia, porque outras forças e interesses continuarão influenciando as decisões e os rumos do país.
Para recuperar a confiança na política, Rocha defendeu a participação da sociedade, a cobrança por transparência e o acompanhamento da vida pública. “A política precisa de cidadãos. E a democracia precisa que eles não se afastem”, afirmou.
Ele também propôs que o debate vá além de quem disputará a próxima eleição e inclua os valores que devem orientar a vida pública e a responsabilidade de cada cidadão.








