Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Como o Brasil virou o coração de “Come to Brasil”

Lina Abascal revela bastidores do documentário que acompanha quatro superfãs e transforma a espera por shows em história de pertencimento.

O documentário “Come to Brasil” acompanha quatro superfãs cariocas de Taylor Swift, Beyoncé, Lady Gaga e Madonna e coloca o Brasil no centro da discussão sobre paixão por música pop. O curta tem 22 minutos, estreou em julho no YouTube e no Documentary+ e é o segundo trabalho de Lina Abascal como diretora.

A ideia nasceu da própria relação de Lina com a expressão que dá nome ao filme. Durante mais de dez anos, ela comentou “come to Brazil” em publicações de artistas. A pesquisa sobre turnês internacionais mudou a forma como enxergava a brincadeira: muitos músicos nunca tinham vindo ao país ou apareciam apenas uma vez a cada década, frequentemente em festivais.

A produção é uma coprodução da Discordia, de Los Angeles, com a brasileira Cosmocine. A equipe também contou com a diretora de fotografia Gemma Doll-Grossman, o produtor Tadeu Bijos e a pesquisadora Duda Carvalhaes. Para encontrar os personagens, Lina conversou com cerca de 20 pessoas de uma lista de uns 100 nomes.

Os escolhidos foram Thaisa, integrante de um grupo de carnaval inspirado em Beyoncé; Júnnior, fã de Madonna desde antes da internet; Netto, artista do ballroom carioca que cria fantasias inspiradas em Gaga; e Bruno, que acampou em frente ao Estádio Olímpico Nilton Santos para conseguir um lugar na Eras Tour.

Netto se tornou o fio emocional do documentário. As filmagens ocorreram antes do anúncio do show de Gaga em Copacabana, mas a apresentação acabou dando ao personagem um desfecho que a equipe não previa. Para Lina, a cena resume a passagem de Netto pela multidão até encontrar uma amiga e dançar em uma pista improvisada.

A diretora também quis fugir da imagem da fã histérica. O filme busca mostrar estratégias, histórias e formas de dedicação de mulheres, garotas e fãs queer que perseguem o sonho de ver seus ídolos.

O Brasil aparece como um país com cerca de 220 milhões de habitantes e mais de 30 milhões de assinantes pagos de streaming de música. Também está entre os cinco países que mais criam e compartilham playlists, segundo dados do Spotify. Ainda assim, grandes turnês internacionais continuam raras por aqui.

A produção foi rodada em quatro dias inteiros, mais um dia extra para o show de Gaga, e gerou umas 35 horas de material, condensadas em 22 minutos. A edição durou cerca de um ano, com Dri Sommer, que também traduziu o material. Para representar a cultura de fãs na internet, a equipe criou uma interface inspirada em um MacBook, com abas, notificações e chamadas de vídeo.

Para Dri, o filme fala de saudade, pertencimento e da maneira como brasileiros formam comunidades em torno de um amor compartilhado. Lina resume a proposta ao dizer que a paixão dos personagens pode alcançar qualquer pessoa que ame algo de verdade.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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