Rio de Janeiro, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Fendi leva transparências e debate sobre o corpo à passarela em Milão
Foto: Getty Images
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Fendi leva transparências e debate sobre o corpo à passarela em Milão

Coleção primavera/verão 2027 de Maria Grazia Chiuri mistura sensualidade, reflexos e a discussão sobre peles na história da maison.

A Fendi apresentou sua coleção primavera/verão 2027 com transparências, recortes e peças que colocam o corpo feminino no centro da passarela. O desfile aconteceu nesta quarta-feira (23), durante a semana de moda de Milão, em meio à presença de fãs de Bang Chan e a um protesto contra o uso de peles animais.

Bang Chan, líder do grupo sul-coreano Stray Kids e embaixador global da maison, chegou ao espaço da Fendi, na Via Solari, com cabelos platinados, sobretudo escuro, camisa branca recortada e gravata. Do lado de fora, manifestantes lembravam a relação histórica da marca com as peles.

O corpo como vitrine

No interior do espaço, as modelos atravessaram um longo corredor envidraçado, como se estivessem dentro de uma vitrine. Os reflexos misturavam modelos, roupas e espectadores, enquanto o vidro, dependendo do ponto de vista, dificultava a visão da coleção.

A escolha dialogava com o poema “I like my body when it is with your”, de E.E. Cummings, usado como ponto de partida conceitual por Maria Grazia Chiuri. “Nós existimos em relação aos outros, ao que nos rodeia”, afirmou a estilista.

A coleção reuniu biquínis, tops mínimos, vestidos frente única, alcinhas finíssimas, transparências, tules e recortes. A sensualidade apareceu de forma leve, com tecidos fluidos, bolsas com franjas e peças que acompanhavam o movimento. A roupa masculina também entrou na proposta, sem uma divisão rígida entre os guarda-roupas.

As modelos, porém, eram muito magras, e a diversidade de corpos apareceu pouco em uma coleção que tinha a liberdade e a expressão do corpo feminino contemporâneo como ponto de partida. A contradição ficou exposta junto com as roupas.

A história das peles

Maria Grazia Chiuri voltou à maison onde iniciou a carreira no fim dos anos 1980, depois de passar pela Valentino e comandar por quase uma década a criação feminina da Dior. A estilista apresentou uma Fendi mais leve, jovem e voltada ao movimento, mas sem se afastar da história da marca.

Fundada em Roma em 1925 por Adele e Edoardo Fendi, a casa construiu parte de sua identidade e de seu savoir-faire a partir das peles. Karl Lagerfeld transformou esse trabalho em um dos códigos reconhecíveis da grife.

Em 2026, Chiuri apresentou o projeto Echo of Love, que retrabalha peles já existentes nos arquivos da Fendi. As peças são desmontadas e recompostas para ganhar uma nova vida. Na coleção apresentada em Milão, no entanto, a ênfase esteve mais no corpo e no movimento do que nos casacos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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