Rio de Janeiro, Domingo, 27 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Oito filmes em que o figurino virou parte essencial da história
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Oito filmes em que o figurino virou parte essencial da história

De Audrey Hepburn a Padmé Amidala, roupas e acessórios ajudaram a criar personagens e universos marcantes no cinema.

O figurino pode definir uma personagem, criar uma identidade visual e até levar a moda das telas para a vida real. Em oito filmes, roupas, acessórios e referências históricas ganharam papel central na construção da narrativa.

Da alta-costura ao cinema

Em Cinderela em Paris (1957), Hubert de Givenchy foi creditado oficialmente ao lado de Edith Head pelo figurino. A parceria com Audrey Hepburn criou os looks de Jo Stockton, que mistura peças sofisticadas a itens como gola alta preta, calça cropped e trench coat. Os dois foram indicados ao Oscar de Melhor Figurino em 1958.

Em Duas Garotas Românticas (1967), Jacques Demy e Guillemette Fontagne combinaram roupas, cenários e objetos em uma mesma composição colorida. As peças das irmãs Delphine e Solange não buscavam reproduzir o cotidiano francês dos anos 1960, mas formar um universo artificial e cuidadosamente construído.

Barbarella também levou a moda dos anos 1960 para a ficção científica. Jacques Fonteray assinou os figurinos, com participação de Paco Rabanne, e criou uma protagonista entre a heroína de história em quadrinhos e uma modelo de passarela.

Identidade e referências

Em As Patricinhas de Beverly Hills (1995), Mona May teve cerca de 200 mil dólares para vestir Cher, Dionne, Tai e os demais estudantes. Cher passou por cerca de 60 mudanças de roupa. O vestido vermelho da Alaïa, emprestado à produção, entrou no roteiro depois que a figurinista encontrou a peça.

Jean Paul Gaultier desenvolveu mais de mil figurinos para O Quinto Elemento (1997). O estilista organizou os personagens em grupos com códigos próprios e levou ao filme referências de sua carreira, como lingerie, bondage, punk e motivos náuticos.

Para Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999), Trisha Biggar criou roupas que diferenciavam Padmé Amidala de suas criadas e ajudavam a esconder sua identidade. O guarda-roupa reuniu referências da imperial russa do início do século XX, de Hamlet e do Império Tang.

Em Kamikaze Girls (2004), Hiromi Saruya usou a estética Lolita para expressar a personalidade de Momoko. As roupas vieram em grande parte da Baby, the Stars Shine Bright, marca cujo fundador, Akinori Isobe, aparece interpretando a si mesmo.

Já Maria Antonieta (2006) combinou pesquisa histórica com elementos contemporâneos. Milena Canonero incluiu um par de tênis Converse entre os sapatos da personagem e ganhou o Oscar de Melhor Figurino em 2007.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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