LONDRES — O príncipe Harry participou de uma cerimônia beneficente dedicada à Ucrânia nesta quinta-feira (1º), em Londres. A gala United for Freedom foi realizada no Museu Imperial da Guerra para arrecadar recursos destinados a organizações que apoiam o país durante o conflito.
A presença do Duque de Sussex não havia sido anunciada. Aos 42 anos, Harry chegou ao local de smoking preto e gravata-borboleta, acenou para os fotógrafos e entrou no evento, que reuniu participantes em apoio às iniciativas voltadas aos ucranianos.
Durante o discurso, o príncipe relembrou encontros com pessoas afetadas pela guerra e falou sobre visitas recentes à Ucrânia. Ele também mencionou integrantes da comunidade ucraniana do Invictus, formada por homens e mulheres que serviram ao país e sofreram ferimentos que mudaram suas vidas.
“Vi algo na Ucrânia que me impede de desviar o olhar”, disse Harry. Na fala, ele citou pessoas que perderam membros, casas e familiares, mas continuam reconstruindo suas vidas.
O Duque de Sussex também destacou a resistência demonstrada por diferentes setores da sociedade ucraniana, incluindo quem atua na linha de frente, trata feridos, mantém negócios, escolas e comunidades em funcionamento, desenvolve tecnologias para a guerra e reconstrói áreas destruídas.
Para Harry, a capacidade dos ucranianos de enfrentar as consequências do conflito não deve reduzir a responsabilidade de outros países diante do sofrimento provocado pela guerra. Ele afirmou que a coragem da população merece mais do que admiração e defendeu uma postura determinada de apoio.
Trabalho com veteranos
Harry serviu por uma década no Exército Britânico e, nos últimos anos, realizou visitas à Ucrânia. O trabalho desenvolvido por ele tem entre os focos veteranos de guerra e pessoas que sofreram ferimentos.
Em uma declaração anterior, o príncipe afirmou que não é possível interromper diretamente o conflito, mas que há outras maneiras de contribuir para a recuperação dos afetados. Ele também defendeu que a situação dos ucranianos continue em evidência e que as pessoas envolvidas na guerra sejam tratadas de forma humanizada.








