Kelly Osbourne revelou que voltou a consumir álcool após a morte do pai, Ozzy Osbourne, em julho de 2025. Aos 41 anos, ela contou que o luto afetou sua saúde mental, sua alimentação e sua capacidade de cuidar de si mesma.
Em participação no podcast We Need to Talk, exibido nesta terça-feira (15/9), Kelly conversou com Paul C. Brunson sobre a perda e a luta contra o vício. Ela afirmou que chegou a um estado extremo de fragilidade e descreveu o período como o fundo do poço.
“Eu era um caco”, disse Kelly. Ela relatou que não conseguia falar, comer ou fazer qualquer atividade e afirmou que perdeu o controle diante da situação.
Apesar da recaída, a cantora afirmou que retomou a sobriedade e está há oito meses sem beber. Kelly também disse que reduziu o círculo de amizades durante o luto, depois de perceber que algumas pessoas esperavam que ela superasse rapidamente a morte do pai.
Dor e transformação
Kelly afirmou que nunca vai superar a perda de Ozzy e explicou que a intensidade da dor está ligada ao amor que sentia por ele. Para a cantora, o luto só é compreendido por quem passa pela experiência.
Ela também disse que perdeu uma parte da própria identidade depois da morte do pai. Kelly descreveu Ozzy como seu melhor amigo, principal protetor, maior incentivador e herói, e afirmou que precisou reconstruir a vida do zero.
No início de setembro, a cantora já havia falado sobre os efeitos físicos do sofrimento. Em entrevista ao The Mail on Sunday, contou que perdeu tanto peso durante o luto que deixou de se reconhecer diante do espelho. A falta de apetite, segundo ela, estava ligada à intensidade da dor.
Agora, Kelly planeja transformar a experiência em um projeto para ajudar pessoas que enfrentam perdas. A artista pretende produzir uma série documental dividida em três partes, acompanhando diferentes etapas do luto e da recuperação.







