Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Mulheres avaliam os caminhos do audiovisual brasileiro após sucessos internacionais
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Mulheres avaliam os caminhos do audiovisual brasileiro após sucessos internacionais

Rosane Svartman, Maria Carlota Bruno, Marianna Brennand e Tatiana Costa discutiram circulação, reconhecimento e desafios do setor no Rio.

Rosane Svartman, Maria Carlota Bruno, Marianna Brennand e Tatiana Costa analisaram os caminhos do audiovisual brasileiro durante o Marie Claire Legados, realizado nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro. A conversa teve mediação da jornalista e curadora Mariana Weber.

As profissionais destacaram que o reconhecimento internacional do Brasil depende de uma cadeia que envolve produção, distribuição, acesso e diversidade de histórias. Para elas, também está em disputa quem consegue contar essas narrativas, quais obras chegam às telas e quem tem condições de assisti-las.

Cinema, streaming e novas janelas

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi apontado como símbolo desse momento. Baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme acompanha a família Paiva depois que o ex-deputado Rubens Paiva é levado por agentes da repressão e desaparece, em 1971.

A produção levou mais de 5 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e conquistou, em março de 2025, o Oscar de Melhor Filme Internacional. No Globoplay, teve a melhor estreia de um filme na plataforma e contribuiu para o maior consumo diário de vídeo sob demanda do serviço até então.

Produtora do longa, Maria Carlota Bruno defendeu que as janelas de exibição se complementam. Cinema, streaming, televisão aberta e sessões especiais podem ampliar o percurso de uma obra e alcançar públicos que não foram às salas.

Em 2025, o parque exibidor brasileiro chegou a 3.544 salas, distribuídas por apenas 466 municípios e acessíveis a 59,4% da população. Maria Carlota também apontou a concentração da indústria no eixo Rio-São Paulo e a necessidade de políticas públicas de longo prazo.

Manas, primeiro longa de ficção de Marianna Brennand, acompanha Marcielle, uma menina de 13 anos que enfrenta o ciclo de violência em sua comunidade. Inspirado em relatos de exploração e abuso de crianças e adolescentes na região amazônica, o filme venceu, em 2024, o GdA Director’s Award da Giornate degli Autori, durante o Festival de Veneza. No ano seguinte, Brennand recebeu em Cannes o Women In Motion Emerging Talent Award.

Tatiana Costa, diretora de Gestão de Conteúdo do Globoplay e Canais Pagos, afirmou que cinema e streaming podem trabalhar em momentos diferentes da trajetória de uma produção. Para ela, redes sociais ajudam a divulgar filmes e aproximá-los de públicos jovens, mas Rosane Svartman ponderou que a repercussão digital não deve ser a única medida de alcance.

As participantes também falaram sobre as mudanças no ambiente de trabalho. Rosane citou jornadas extensas e dificuldades para conciliar carreira e vida pessoal, especialmente entre mulheres com filhos. Maria Carlota, há 37 anos na VideoFilmes, destacou o compromisso de abrir espaço para novas profissionais, sobretudo mulheres.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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