NandaTsunami estreia no Palco Supernova do Rock in Rio nesta sexta-feira (11), em sua primeira participação no festival. A apresentação marca, segundo a rapper, um renascimento após um período de reconstrução pessoal e profissional.
Criada no Centro de São Paulo, Nanda começou na indústria produzindo joias para artistas usarem em clipes e outras produções. A música surgiu inicialmente como hobby e espaço de experimentação, mas ganhou status de carreira em 2024, quando ela lançou a primeira faixa solo, “Novinho Chora”.
A rapper conta que começou a escrever na pandemia, há seis anos. Hoje, soma mais de 3 milhões de ouvintes no Spotify e viralizou no ano passado com “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)”. Para o festival, intensificou a preparação com aulas de dança e treinos de condicionamento. O repertório terá músicas inéditas do próximo EP.
Independência e críticas
Nanda afirma que construiu a carreira de forma independente. Ao produzir o primeiro álbum, ela e a equipe precisaram juntar R$ 5 mil. A artista diz que foi chamada de “planta industrial” e rebateu a crítica ao lembrar das dificuldades enfrentadas para fazer o projeto acontecer.
Ela também falou sobre os comentários relacionados ao corpo. A rapper relata que chegou a adiar roupas, fotos e músicas por acreditar que precisava emagrecer. Hoje, diz que gosta do próprio corpo e que vai subir ao palco sem se esconder para atender às expectativas de outras pessoas.
Sobre as letras explícitas, Nanda questiona o julgamento dirigido às mulheres quando falam de sexo. “Quem não pode falar sou eu?”, perguntou. Para ela, existe um padrão diferente em relação aos homens, que abordam experiências sexuais sem receber a mesma cobrança.
Música, espiritualidade e recomeço
Nanda relaciona a arte ao autoconhecimento e ao sagrado feminino. Ela afirma que não segue uma religião específica, mas acredita nos deuses hindus e no hinduísmo como filosofia de vida. Também mantém uma ligação com religiões afro-brasileiras.
A artista conta que levou três anos para reconhecer a violência psicológica em um relacionamento abusivo. Depois do término, revisitou as marcas deixadas pela experiência e transformou o trauma em matéria para a música. “Ainda estou aqui”, disse ao refletir sobre o processo de reconstrução.
No show, além das novidades, Nanda pretende apresentar uma imersão no universo das faixas antes do lançamento nas plataformas, com seus visuais e capas.








