Paul McCartney revisitou o período de tensão com John Lennon após o lançamento de Ram, álbum feito com Linda McCartney em 1971. Durante uma conversa com Judd Apatow, em Los Angeles, o músico afirmou que nunca soube exatamente por que o antigo companheiro dos Beatles reagiu daquela forma ao disco.
“Ele esperava algo diferente de mim, e eu não estava fazendo isso”, disse McCartney, que participou de uma exibição do documentário Man on the Run na terça-feira (29.09). Lennon chegou a chamar o álbum de “horrível”, enquanto ele e Yoko Ono teriam entendido algumas letras como provocações ao casal.
As críticas e a reconciliação
McCartney reconheceu que “Too Many People”, uma das faixas de Ram, tinha indiretas para Lennon e Yoko. Ainda assim, afirmou que a relação entre os dois foi reconstruída. Aos 84 anos, ele disse que continuou amando e admirando o amigo, conhecido desde os 15 anos.
O músico também comentou o comportamento de Lennon e afirmou que ele podia agir de maneira difícil em algumas situações. Ao mesmo tempo, descreveu o ex-companheiro como um homem adorável e associou parte de sua angústia às perdas e conflitos vividos desde a infância.
Paul lembrou a ausência do pai de Lennon e falou sobre Julia Lennon, mãe do músico e inspiração da canção “Julia”. Ela morreu em 1958, atropelada por um carro, quando John ainda era adolescente.
McCartney comparou as histórias familiares dos dois. Ele também perdeu a mãe, por volta dos 14 anos, mas afirmou ter crescido com uma família extensa e em um ambiente relativamente seguro.
O documentário Man on the Run acompanha a trajetória de McCartney depois do fim dos Beatles e sua reinvenção artística na década de 1970, incluindo a formação dos Wings.








