PARIS — Pierpaolo Piccioli apresentou sua 6ª coleção à frente da Balenciaga com uma proposta que amplia sua identidade na grife e deixa menos rastros de Demna. O desfile reúne vestidos dramáticos, tecidos transparentes e materiais fluidos que criam volume.
A construção aparece também em peças do cotidiano, como vestidos curtos, calças cargo de silhueta arredondada, jeans, camisetas e jaquetas bomber com formato de casulo. A ideia do estilista é levar processos da alta-costura para roupas mais casuais.
Uma técnica de costura usada pela primeira vez na Balenciaga em uma coleção de couture de Piccioli dá origem aos volumes esculturais das peças de prêt-à-porter. O recurso conecta a apresentação aos ateliês da alta-costura e transforma a estrutura em elemento central das roupas.
No centro do desfile, uma obra da artista francesa Aude Franjou batizada de Les Coraux de la Liberté — As Colinas da Liberdade, em tradução livre — também dá nome à coleção. Para Piccioli, a obra representa os ateliês de alta-costura como um ecossistema vivo, e não apenas como uma estrutura.








