RIO DE JANEIRO — Renata Vasconcellos e Lanza Mazza falaram sobre como construíram identidades próprias apesar da semelhança física e da condição de gêmeas univitelinas. As irmãs participaram do painel Duas irmãs, dois legados, que encerrou a edição carioca do Marie Claire Legados, no Rio de Janeiro.
Mediada por Maria Rita Alonso, diretora de redação de Marie Claire, a conversa abordou a confiança entre as duas, os conselhos trocados ao longo da vida e a liberdade para seguirem caminhos diferentes. A proximidade, segundo elas, nunca eliminou a autonomia de cada uma.
“Essa irmandade nasceu com a gente. Tem uma completude de manas mesmo, uma simbiose. Quando uma se dá bem, é como se a outra também se sentisse representada", afirmou Vasconcellos.
As irmãs contaram que brigas e discordâncias não abalaram a relação. Lanza Mazza definiu a conexão como um lugar seguro, mas ressaltou que a individualidade sempre teve espaço. Apesar da aparência semelhante, elas não se enxergavam como pessoas iguais.
Na infância e na juventude, a semelhança chegou a surpreender as próprias irmãs. Lanza lembrou que, ao se arrumarem diante do espelho, às vezes não sabia se determinado gesto havia sido feito por ela ou por Renata. Ainda assim, a aparência nunca determinou a forma como se percebiam.
“Cada uma é uma”, resumiu Mazza ao falar sobre as diferenças entre as duas. Elas também lembraram a influência da mãe, descrita como forte, e disseram ter aprendido a combinar sensibilidade com firmeza quando necessário.
Mais tímida na juventude, Renata encontrou na irmã apoio para enfrentar encontros, entrevistas de trabalho e momentos de insegurança. A jornalista disse que sempre admirou em Lanza a criatividade, a sensibilidade e o olhar para o outro.
Mazza também se emocionou ao lembrar a trajetória da irmã e destacou sua capacidade de superar a timidez e se transformar ao longo dos anos.








