Rio de Janeiro, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Simone Biles relata sangramentos por coceira e descamação no couro cabeludo
Foto: Reprodução/Instagram
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Simone Biles relata sangramentos por coceira e descamação no couro cabeludo

Ginasta recebeu diagnósticos de dermatite seborreica e eczema após sintomas que pareciam caspa durante as Olimpíadas de 2024.

Simone Biles contou que enfrentou coceira intensa e descamação no couro cabeludo durante as Olimpíadas de 2024. A irritação chegou a provocar sangramentos, depois que a ginasta coçou a região repetidamente e usou um pente. Inicialmente, ela acreditava que os sinais fossem apenas caspa, mas recebeu diagnósticos de dermatite seborreica e eczema.

“Eu estava coçando e descamando”, relatou Simone Biles. A atleta também disse que se sentia desconfortável e buscou atendimento para conseguir alívio.

Diferenças entre as condições

A dermatologista Dra. Glauce Eiko, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que a dermatite seborreica é uma inflamação crônica que costuma atingir áreas com maior concentração de glândulas sebáceas. O quadro pode causar vermelhidão, descamação e oleosidade excessiva.

A caspa é o nome popular da manifestação no couro cabeludo. Já a dermatite seborreica descreve a doença, que também pode atingir o rosto e o tronco. No couro cabeludo, podem surgir crostas e escamas brancas ou amareladas, acompanhadas de coceira com intensidade variável. Na pele, as placas podem ser avermelhadas, secas ou mais espessas e oleosas.

Estudos indicam uma relação entre a dermatite seborreica e fungos do gênero Malassezia, presentes normalmente na microbiota da pele. Em algumas pessoas, essas substâncias podem contribuir para uma resposta inflamatória.

O controle envolve higiene regular, produtos suaves e uso intermitente de antifúngicos tópicos, inclusive quando os sintomas diminuem. A especialista também recomenda evitar produtos oleosos ou irritantes e não coçar ou friccionar as áreas afetadas.

Eczema também causa coceira

O eczema, também chamado de dermatite atópica, é uma doença crônica associada a ressecamento intenso e coceira. A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff afirma que 25% das crianças podem apresentar episódios da doença e que até 7% dos adultos podem ser afetados.

Segundo a médica, o quadro está ligado a uma predisposição genética e a alterações na barreira protetora da pele. Com a perda de hidratação, a pele fica seca e mais suscetível à irritação e à inflamação provocadas por agentes externos.

Pescoço, parte de trás dos joelhos, braços e pulsos estão entre as áreas frequentemente afetadas. O ato de coçar pode causar escoriações e engrossamento da pele, intensificando o ciclo de ressecamento e coceira.

O tratamento deve ser definido por um profissional de saúde e pode incluir hidratantes específicos, medicamentos e recomendações sobre a alimentação, como reduzir a ingestão de sal.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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