Ruben Amorim espera contar com Christian Pulisic no clássico do Milan contra a Lazio, neste sábado (12). O meia se recupera de uma lesão sofrida ainda na Copa do Mundo, e o treinador afirmou que o jogador deve voltar a atuar, mas sem promover mudanças no time sem uma razão específica.
“Ele está chateado por ainda não ter jogado, e eu gosto disso”, disse Amorim em entrevista coletiva nesta sexta-feira (11). O técnico também destacou que Pulisic terá participação importante ao longo da temporada e pediu atenção ao processo de retorno após o problema físico.
Cobrança após empate com a Juventus
Depois do empate por 1 a 1 com a Juventus pela Serie A, Amorim apontou falhas de ritmo, agressividade e energia. O português afirmou que o Milan precisa dominar mais o campo e buscar o gol, enquanto o elenco ainda enfrenta dificuldades técnicas e físicas neste início de temporada.
O treinador também evitou concentrar a cobrança em Gonçalo Ramos. O atacante, principal reforço do Milan na janela de transferências, marcou durante a pré-temporada e balançou as redes contra o Venezia, mas teve poucas participações com a bola diante da Juventus.
Para Amorim, o problema foi coletivo. Ele afirmou que Ramos teve bom desempenho contra Torino e Venezia, mas não conseguiu repetir a atuação diante da equipe de Turim. O técnico destacou ainda que o entrosamento com os companheiros precisa melhorar.
Modric e a construção do time
As críticas sobre a intensidade de Luka Modric também foram minimizadas pelo comandante. Amorim reconheceu que o croata não consegue pressionar em todas as situações, mas ressaltou sua capacidade de controlar o ritmo e interpretar o jogo.
Segundo o técnico, o Milan perde pressão sem a bola com Modric, mas ganha controle quando mantém a posse. A ideia é construir uma equipe capaz de dominar as partidas a partir desse princípio.
Amorim admitiu que alguns adversários estão mais preparados e citou Luciano Spalletti entre os técnicos que podem estar à frente neste momento. Ainda assim, disse que pretende fazer o Milan voltar a ser dominante no cenário nacional.
O treinador pediu paciência para a reformulação e a adaptação ao seu estilo, mas lembrou que os jogadores defendem um clube gigante do país. Para ele, a construção de uma nova base leva tempo, embora as vitórias possam acelerar esse processo.







