O Arsenal venceu o Chelsea por 2 a 1, de virada, neste domingo (6), no Emirates Stadium, e reforçou seu favoritismo ao título da Premier League. A equipe mostrou alternativas além das bolas paradas e criou oportunidades suficientes para construir uma vantagem maior no clássico londrino.
Morgan Rogers abriu o placar no primeiro minuto, aproveitando uma sobra após cobrança de bola parada. O Arsenal reagiu ainda no primeiro tempo e empatou com Kai Havertz. O alemão apareceu em posição aberta pela direita, cortou para dentro e acertou um chute de fora da área.
Na etapa final, Martin Odegaard marcou o gol da virada após jogada de Christos Tzolis. O atacante avançou pela ponta direita, trouxe a bola para dentro e deixou para o meia, que dominou na área antes de finalizar.
Mais opções no ataque
A atuação indicou uma mudança em relação à última temporada, quando o time de Mikel Arteta era mais direto, físico e dependia principalmente das bolas paradas. Contra defesas fechadas, o Arsenal passou a trabalhar mais a posse e a procurar espaços com troca de posições entre pontas e laterais.
A equipe acumulou uma dúzia de finalizações e terminou com 1.98 de gols esperados, contra 0.34 do Chelsea. Dibu Martínez fez oito defesas, enquanto David Raya interveio quatro vezes. O goleiro argentino também salvou uma finalização colocada de Bukayo Saka e outra bola perigosa após escanteio.
O primeiro gol do Arsenal nasceu da paciência e da movimentação dos atacantes contra o 5-4-1 do Chelsea. No lance da virada, a construção foi mais rápida, mas manteve a circulação pelo chão até Tzolis desequilibrar.
As bolas paradas continuam importantes. Riccardo Calafiori chegou a marcar após cobrança na área, mas o lance foi anulado por irregularidade na origem, quando Ezri Konsa estava impedido. A diferença, agora, é que o Arsenal tem outras formas de chegar ao gol.
Chelsea reage no fim
O Chelsea conseguiu controlar mais a bola em alguns momentos do primeiro tempo. Raya defendeu finalizações de Cole Palmer e Reece James, enquanto Pedro Neto acertou a trave nos acréscimos após contra-ataque.
Na segunda parte, o Arsenal teve liberdade para controlar o ritmo e registrou 10% a mais de posse que o adversário. O Chelsea só ameaçou o empate no fim, quando Estêvão saiu do banco, avançou pela direita, cortou para dentro e buscou o ângulo. Raya defendeu e garantiu a vitória dos donos da casa.








