Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Chelsea de Alonso vive início de muitos gols e pouca proteção defensiva
Foto: IMAGO/Mark Pain
Futebol

Chelsea de Alonso vive início de muitos gols e pouca proteção defensiva

Após seis partidas, o Chelsea marcou 18 gols, mas sofreu 12; defesa ainda não acompanha a força do ataque.

O Chelsea de Xabi Alonso ainda busca equilíbrio entre a força no ataque e a proteção defensiva. Após seis partidas, a equipe marcou 18 gols e sofreu 12, média de três gols feitos e dois tomados por jogo.

Ataque encaixa rápido

Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro formam o principal motor ofensivo dos Blues. A combinação de mobilidade, aceleração e qualidade nas decisões permite que o time transforme sequências de posse em ameaças constantes.

Alonso também abre o campo com os alas. Pedro Neto e Jorrel Hato ocupam posições abertas, esticam a defesa rival e liberam espaços por dentro para a chegada dos meias. As trocas de posição e a circulação rápida dificultam a marcação e ajudam a explicar o volume de gols.

O problema aparece quando o Chelsea perde a bola. A equipe avança com muitos jogadores, mantém o campo aberto e nem sempre reage com organização suficiente. As oportunidades cedidas em transições e pelos lados fazem os 12 gols sofridos parecerem mais do que um efeito passageiro do início do trabalho.

Defesa ainda sem solução

Nos quatro primeiros jogos de Premier League, o Chelsea não encontrou uma formação capaz de transmitir segurança. A pressão sobre o jogador com a bola ocorre de maneira irregular, enquanto a proteção à frente da defesa não consegue impedir os ataques adversários.

A ausência de Moisés Caicedo aumenta a dificuldade. O equatoriano é importante para proteger a defesa e sustentar a estrutura quando os companheiros avançam. Sem ele, Alonso tem testado alternativas como Reece James por dentro, embora o jogador seja lateral-direito de origem, e Malo Gusto.

Valentín Barco oferece talento, mas ainda há dúvidas sobre sua utilização em uma responsabilidade maior na Premier League. Roméo Lavia tem características para a função, porém os problemas físicos limitaram sua sequência. Jordan Henderson seria uma alternativa experiente, mas se recupera de lesão, ainda não estreou e tem 36 anos.

A insegurança também aparece no gol. Dibu Martínez ainda não convenceu como substituto de Robert Sánchez, aumentando a pressão sobre um sistema que já apresenta problemas de posicionamento.

Depois do empate por 2 a 2 com o Hull City, Alonso afirmou que o time precisa permanecer mais compacto quando estiver em vantagem e ser mais intenso na defesa. O treinador também destacou que qualquer equipe da elite inglesa pode punir uma falha. No primeiro gol, um lançamento longo, com dois quiques, expôs o Chelsea.

Entre Leverkusen e Real Madrid

O trabalho de Alonso no Bayer Leverkusen mostra que o treinador não constrói necessariamente equipes vulneráveis. Na temporada 2023/24, o time sofreu apenas 24 gols em 34 partidas da Bundesliga, em uma campanha invicta que terminou com o título alemão.

A estrutura tinha três zagueiros e podia variar entre o 3-4-2-1 e o 5-2-3 sem a bola. Com isso, o Leverkusen protegia melhor a área e ainda mantinha os alas agressivos no ataque.

Na temporada seguinte, o time sofreu 43 gols em 34 rodadas da Bundesliga, mas a passagem de Alonso pela Alemanha continuou associada à organização sem a bola. No Real Madrid, o cenário foi diferente: em 34 partidas, a equipe sofreu 38 gols, com problemas ligados à pressão alta e aos espaços deixados nas transições.

O Chelsea reúne as duas faces. O ataque já mostra a agressividade desejada por Alonso, mas a equipe ainda não reproduziu a estrutura defensiva do melhor Leverkusen. Quando perde a posse e demora a recompor, surgem vulnerabilidades parecidas com as vistas em Madrid.

Por enquanto, os 18 gols marcados tornam o time mais perigoso no ataque. Mas, com dois gols sofridos por partida, o Chelsea continua exposto e precisa encontrar uma forma de controlar melhor os jogos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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