Yan Diomande entregou sua atuação mais consistente desde a chegada ao Real Madrid na vitória por 3 a 2 sobre o Elche, na terça-feira (15). Titular pela segunda vez seguida, o ponta marfinense deu sua primeira assistência pelo clube ao encontrar Kylian Mbappé para o segundo gol madrilenho.
A jogada respondeu em campo às expectativas criadas pela contratação de 125 milhões de euros (R$ 742,5 milhões), além de 15 milhões de euros (R$ 89,1 milhões) em bônus. Diomande se tornou, neste verão europeu, o jogador africano mais caro da história.
Mudança de avaliação
O desempenho também alterou a percepção sobre o jogador de 19 anos. Na primeira partida como titular, contra o Rayo Vallecano, ele havia deixado uma impressão negativa e passou a conviver com questionamentos sobre o valor da transferência, o tempo de jogo e a concorrência de Arda Güler e Brahim Díaz.
Diante do Elche, além da assistência, Diomande participou da recomposição, apoiou Trent Alexander-Arnold e atacou os espaços nas costas da defesa. A atuação sem a bola apareceu como um argumento adicional para buscar a confiança de José Mourinho.
“O Yan foi tão bom! Ele está evoluindo, ganhando ritmo de jogo nas pernas”, afirmou Mourinho após a partida. O treinador também destacou a dificuldade de atuar por 90 minutos com um cartão amarelo recebido logo aos quatro minutos.
Gesto após a substituição
Já nos acréscimos, Diomande beijou o escudo do Real Madrid no momento em que deixou o campo. A imagem circulou depois do jogo e reforçou a conexão do jogador com o clube, mas não garante uma vaga entre os titulares nem o apoio definitivo do Bernabéu.
A próxima etapa será confirmar o nível apresentado. O Real Madrid permitiu que o Elche reagisse de 0 a 2 para 2 a 2 antes de assegurar a vitória, e Diomande ainda precisará repetir o desempenho diante de adversários mais exigentes. O debate, agora, começa a se concentrar menos no preço da contratação e mais no que ele pode oferecer em campo.








