O Monaco vive um começo histórico sob o comando de Filipe Luís. Em sua primeira experiência como treinador no futebol europeu, o brasileiro venceu os cinco jogos disputados até aqui, marca que estabeleceu um recorde na história do clube.
A arrancada também colocou a equipe do Principado na liderança provisória da Ligue 1 e garantiu a classificação para a fase principal da Conference League. O resultado de maior repercussão veio contra o PSG: vitória por 2 a 1 no Parc des Princes, diante do time dirigido por Luis Enrique.
Um elenco mais modesto, uma meta ambiciosa
O PSG atravessa um início irregular, mas continua sendo a principal força do futebol francês. Os Parisienses venceram 12 das últimas 14 edições do campeonato e são os atuais bicampeões da Champions League.
A vitória provocou uma comemoração intensa dos jogadores do Monaco. A equipe já havia visto Lille, em 2020/21, e o próprio clube monegasco, em 2016/17, interromperem a hegemonia parisiense na Ligue 1. Naquela campanha, o time tinha nomes como Radamel Falcão, Fabinho, Thomas Lemar, Bernardo Silva e Kylian Mbappé.
O cenário atual, porém, é diferente. Problemas financeiros limitaram os movimentos do Monaco no mercado na última janela de transferências, enquanto a DNCG impôs um limite salarial à folha do clube em junho. A medida levou à venda de jogadores importantes para ajudar no equilíbrio das contas.
Mesmo com um elenco mais modesto, Mamadou Coulibaly demonstrou confiança durante o intervalo da partida de sexta-feira (4). À Ligue 1+, afirmou: “Como todos os anos, estamos lutando pelo título, estamos lutando para vencer o Paris.”
A identidade de Filipe Luís
Enquanto o CEO Thiago Scuro atua nos bastidores para enfrentar as dificuldades financeiras, Filipe Luís trabalha na implementação de uma equipe baseada na posse de bola e no jogo ofensivo, especialmente pelos lados do campo.
Há dois meses no cargo, o treinador já imprimiu características claras ao Monaco: compactação, pressão alta na saída adversária e busca constante por finalizações. Aos 41 anos, ele mantém cautela mesmo com os resultados e defende que o clube avance um dia de cada vez.
Em dezembro de 2025, Filipe Luís já havia complicado a vida do PSG ao levar a final da Copa Intercontinental para os pênaltis, depois de um empate. O título não ficou com o Rubro-Negro graças às quatro defesas de Matvey Safonov nas cobranças.








