Rio de Janeiro, Sábado, 26 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Israel x Irlanda terá jogos em campo neutro e sem torcida visitante
Foto: IMAGO/JNA Press e IMAGO/Action Plus
Futebol

Israel x Irlanda terá jogos em campo neutro e sem torcida visitante

Confrontos pela Liga das Nações serão disputados na Hungria e na Sérvia em meio a protestos ligados à guerra em Gaza.

Israel e Irlanda se enfrentam pela Liga das Nações em partidas cercadas por protestos, restrições de público e mudanças de sede. O primeiro duelo será no domingo (27), na Hungria, enquanto o segundo está marcado para 4 de outubro, em Backa Topola, na Sérvia.

Nenhum dos jogos terá ingressos para torcedores irlandeses. Na Hungria, apenas alguns bilhetes serão destinados aos israelenses. Na Sérvia, a partida será disputada com portões fechados.

A Federação Irlandesa de Futebol decidiu levar o primeiro confronto para um estádio neutro após apontar possíveis “desafios operacionais” caso o jogo acontecesse em Dublin. A Hungria foi escolhida por manter laços diplomáticos mais fortes com os dois países e por se disponibilizar a oferecer policiamento e segurança.

A escolha de Backa Topola para o segundo jogo não foi explicada pela federação. A cidade, porém, é mais remota, o que facilitaria a gestão da segurança e reduziria a possibilidade de protestos. Em 2025, o ministro das Relações Exteriores sérvio, Marko Duric, chamou Israel de um dos “amigos mais próximos e parceiros estratégicos” da Sérvia.

Pressão antes dos confrontos

As partidas provocaram manifestações na Irlanda e em Israel por causa das discordâncias em relação à ofensiva militar israelense em Gaza. Há um ano, a Federação Irlandesa pediu à Uefa a suspensão da Federação Israelense de Futebol, mas o pedido foi rejeitado.

Em fevereiro, Irlanda e Israel foram sorteados no mesmo grupo da Liga das Nações, ao lado de Áustria e Kosovo. A Federação Irlandesa passou a receber pedidos de boicote e realizou uma votação entre seus delegados no mês de julho: 75 foram favoráveis à realização dos jogos, e 32 votaram contra.

A entidade argumentou que uma recusa poderia prejudicar o futebol irlandês no longo prazo, com risco de sanções da Uefa, perda de receitas e dificuldades para a classificação à Eurocopa de 2028. A Irlanda será uma das sedes da competição, ao lado de países da Grã-Bretanha.

Ativistas se reuniram em frente ao hotel da seleção irlandesa em Dublin para tentar impedir a participação no primeiro jogo. Torcedores de clubes do país também protestaram durante partidas do campeonato nacional, enquanto mais de 160 atletas assinaram uma carta do grupo Irish Sport for Palestine em defesa do boicote.

Troca de acusações

O técnico da Irlanda, Heimir Hallgrimsson, disse que não se sente confortável com os confrontos, mas afirmou que a equipe permaneceria unida. Ao falar sobre o foco dos jogadores, declarou: “Estamos jogando contra Israel, não estamos jogando com Israel”.

A Federação Israelense respondeu nas redes sociais e classificou as declarações como “ignorantes, hipócritas e estúpidas”.

A Irlanda reconheceu oficialmente um Estado palestino em maio de 2024, junto com Espanha e Noruega. No mesmo ano, o país se uniu ao processo da África do Sul contra Israel por genocídio em Gaza no Tribunal Internacional de Justiça.

Desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza, em outubro de 2023, mais de 73 mil pessoas foram mortas em ataques, conforme o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas. A Organização das Nações Unidas considera os números confiáveis.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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