Myles Lewis-Skelly transformou o cuidado com a mente em parte da preparação para os jogos. O jogador do Arsenal recorre à atenção plena, a técnicas de respiração, à música, a conversas e ao diário para entender melhor os próprios pensamentos e administrar o nervosismo antes de entrar em campo.
Aos 19 anos, ele voltou a ser convocado pela seleção inglesa e se prepara para os compromissos da Liga das Nações. O momento também marca uma mudança em sua função no Arsenal: depois de atuar como lateral-esquerdo, passou a ser utilizado por Mikel Arteta no meio-campo, posição para a qual foi chamado por Thomas Tuchel.
Treinar a mente
Lewis-Skelly explica esse processo a partir do conceito budista de “mente de macaco”, usado para descrever uma mente inquieta, que salta de uma preocupação para outra. A proposta, para o jogador, não é fingir que o nervosismo não existe, mas reconhecer o que acontece e evitar que isso controle suas decisões.
“É importante manter a calma sempre”, afirmou Lewis-Skelly ao falar sobre as formas que encontra para recuperar a tranquilidade. Ele também disse que as pessoas ao seu redor o ajudaram a conhecer esses princípios e comparou o desenvolvimento mental ao físico: “Ela é um músculo, então você precisa treiná-la”.
O diário ocupa espaço central nessa rotina. Ao escrever, o meio-campista tenta identificar o que provoca alegria, felicidade ou desconforto e direcionar melhor a atenção. A prática também faz parte da rotina de Arteta.
Nova chance pela Inglaterra
Lewis-Skelly esteve entre os jogadores considerados para a Copa do Mundo após uma reta final de temporada de destaque, mas ficou fora da lista final. Agora, quase um ano depois de sua última partida pela Inglaterra, contra a Letônia, em outubro de 2025, ele volta a ter a possibilidade de defender a equipe nacional.
Convocado como meio-campista, o jogador afirma preferir essa posição, mas coloca o coletivo acima da escolha individual. A Inglaterra enfrentará Espanha (26/09), Tchéquia (29/9) e Croácia (03/10) na Liga das Nações.








