José Mourinho terá neste domingo (20) seu primeiro clássico desde o retorno ao comando do Real Madrid. O time enfrenta o Atlético de Madrid no Santiago Bernabéu, em um duelo que testa a equipe neste início de temporada, marcado por cinco vitórias nos seis primeiros jogos de LaLiga.
Apesar da força ofensiva, o Real Madrid sofreu gols em seis das sete partidas disputadas. A única derrota ocorreu contra o Betis, quando a equipe encontrou dificuldades para superar o esquema de Manuel Pellegrini.
Mourinho quer preparar o elenco para suportar períodos de pressão e atuar com a defesa em bloco baixo. O treinador destacou que esse é um dos pontos trabalhados antes do clássico: “Gosto de saber defender em bloco baixo, porque é difícil não passar por esses momentos.”
Pressão nos minutos finais
A preocupação aumentou após os jogos recentes. Contra o Elche, o Real abriu 2 a 0, sofreu o empate e só garantiu a vitória nos minutos finais. Diante da Internazionale, pela Champions League, a equipe também precisou resistir para evitar um empate na estreia da competição.
Mourinho afirmou que adapta seu trabalho às características dos jogadores. Como exemplo, citou a Internazionale, que, segundo ele, conseguia permanecer 90 minutos em bloco baixo e sem sofrer gols. Para o treinador, os perfis das equipes são diferentes.
O técnico também vem cobrando do Real Madrid maior capacidade para fechar as partidas. A equipe precisa aproveitar melhor as oportunidades e ajustar o esquema defensivo conforme o cenário do jogo. Esse tipo de adaptação também aparece no trabalho de Diego Simeone no Atlético de Madrid.
Ataque como arma no clássico
Mesmo com a atenção voltada à defesa, o Real Madrid aposta em Vinícius Junior, Kylian Mbappé e Jude Bellingham para decidir o confronto. O time tem o segundo melhor ataque de LaLiga, com 17 gols, contra 14 do Atlético, além de saldo superior.
O Atlético chega ao dérbi após vencer o Osasuna sem dificuldades. A equipe tenta repetir o resultado da última temporada, quando derrotou o Real Madrid por 5 a 2, encerrou a sequência positiva do time com Xabi Alonso e provocou a primeira derrota do treinador no Campeonato Espanhol. O resultado abriu um período de crise que terminou com a demissão do espanhol em janeiro de 2026.








