A saída de cinco jogadores da seleção inglesa por problemas físicos provocou cobrança por mudanças no futebol. Cole Palmer, Marcus Rashford, Declan Rice, Kobbie Mainoo e Tino Livramento precisaram retornar aos clubes, enquanto a equipe se preparava para a Data Fifa atual.
O caso de Palmer colocou o calendário no centro da discussão. O atacante do Chelsea foi cortado, e o técnico Thomas Tuchel afirmou que o jogador perde oportunidades demais por causa de ausências anteriores. Palmer também ficou fora da Copa do Mundo por opção técnica do treinador.
Sindicato pede pausa maior
Maheta Molango, presidente-executivo da PFA, sindicato dos jogadores de futebol da Inglaterra, afirmou que Palmer é vítima da sequência de competições por clubes e seleções. Para ele, o corte deveria acender um alerta sobre os limites físicos dos atletas.
“Você não pode driblar a biologia”, disse Molango ao rebater a declaração de Tuchel. O dirigente também citou os cortes de Kai Havertz, Brian Brobbey e Kylian Mbappé das seleções da Alemanha, Holanda e França, respectivamente.
Palmer, aos 24 anos, teve seis problemas físicos na última temporada e ficou fora de 26 jogos por clube e seleção. O jogador passou praticamente três temporadas sem férias completas por causa das disputas da Eurocopa sub-21 (2023), do torneio profissional (2024) e do Mundial de Clubes (2025). Atualmente, faz controle de carga no Chelsea para reduzir a chance de novas lesões.
Molango defendeu que os atletas tenham três semanas de férias ao fim de cada temporada, seguidas por mais três semanas de preparação e recondicionamento físico antes do retorno oficial das competições. Ele lembrou que, no ciclo de quatro anos, três finais da temporada europeia são seguidos por torneios eliminatórios.
Calendário sem espaço para descanso
Rebecca Caplehorn, diretora de futebol da Premier League, apoiou a proposta em princípio, mas afirmou que o intervalo de seis semanas não cabe no calendário atual. Para ela, seria necessária uma mudança regulatória e na programação das competições.
A Uefa ampliou os formatos da Champions League e da Liga das Nações. A Fifa aumentou a Copa do Mundo de seleções para 48 equipes e pretende fazer o mesmo no Mundial de Clubes. Para Molango, os jogadores permanecem distantes das decisões sobre o calendário.








